31.3.09
testes.... sera q alguem ainda entra aui!!! gente, agora tenhooutro blog, ok..?
posted by Ligeirinho |
1:02 AM
Comentários:
20.8.08
Frase do dia
"Torna-te quem tu és!"
posted by Ligeirinho |
9:33 PM
Comentários:
24.7.08
Frase do dia
"Quanto mais eu conheço as pessoas, mais gosto do meu cachorro"
.. e eu nem tenho um cachorro....
posted by Ligeirinho |
12:58 AM
Comentários:
16.7.08
Desatando nós
Sabemos, com uma consciência que às vezes se finge de ignorante, que mata-se com vontade e sem pudor no Brasil.
Bandidos matam bandidos. Bandidos matam cidadãos. Cidadãos matam cidadãos. E policiais matam quem estiver no caminho.
Hoje, na TV, a cena escapa de qualquer descrição. Cidadão tem seu carro invadido por bandido.
A polícia persegue o carro sem saber que há um inocente lá dentro.
O carro pára, o bandido atira, e a polícia atinge ambos com oito tiros.
A cena filmada vêm em seguida. O bandido já morto estendido na rua, e o cidadão, tratado 'como bandido', sendo puxado pelos pés de dentro do carro. Ainda vivo. Suas costas atingem com força o chão. Logo em seguida ele é levado sem a menor cerimônia para a ambulância (apenas praxe. Os policiais esperam que ele morra ou esteja morto). Enquanto seu corpo balança sendo carregado como um cadáver maldito, vê-se a o jorro de sangue e a trilha sangrenta que vai se formando pelo caminho.
Não há como não se imaginar na alma daquele homem semiconsciente, sendo jogado ao chão e chutado por supostamente ser um bandido. Não tive como não pensar que ele pode ter entendido tudo, e sem forças, tenha querido gritar.
Aqui, do outro lado da tela, supostamente protegido, não há como não senti um nó na garganta.
A nós, só resta soltar o nó. Nada mais (?).
E chorar.
posted by Ligeirinho |
12:44 AM
Comentários:
18.6.08
Sobre a tolerância
Parafraseando Machado de Assis: "Suporta-se com paciência a opinião do próximo, desde que ela não seja diferente da nossa"
posted by Ligeirinho |
12:06 AM
Comentários:
19.2.08
O sonho acabou
O sonho já tinha acabado há muito, é verdade. Quando Fidel perdeu o pensamento jovial de idealista e se tornou apenas um bastião do status quo por ele recém criado, a revolução morreu. Mas foi linda, enquanto durou. Um punhado de jovens barbudos, latinos, sem dinheiro no bolso movidos apenas pelas próprias armas, ideais e boas intenções criaram algo tão pequeno (afinal, que peso tem ou tinha Cuba no mundo?) e ao mesmo tempo tão poderoso (quantos milhões de pessoas já amaram ou odiaram Cuba, as vezes ao mesmo tempo) que fica inegável negar o poder e a glória dessa revolução.
Infelizmente ela mal-sucedida. Agora, sem Fidel (mesmo ele estando vivo) Cuba fatalmente caminhará de uma maneira muito melancólica de volta ao lugar-comum do capitalismo nos países pobres. Cassinos, quem sabe. Prostitutas (mas sem nível universitário) para os turistas americanos cheios de dólares que virão. Um ditadorzinho para restabelecer a ordem quando o povo cair no saudosismo dos velhos tempos do "todos pobres porém irmãos". No eixo, enfim.
Haverá os que aplaudirão a derrocada desse velho regime. A enxurrada de carros novos, computadores, lojas de grife e cartões de crédito para a elite que há de surgir farão parecer que toda a revolução foi um erro. Tudo isso será aplaudido, via satélite e ao vivo, pela TV. Mas, como disse certa vez Veríssimo, quando você estiver aplaudindo, repare bem que está aplaudindo junto com você. Talvez não se sinta tão confortável em continuar acompanhando o coro.
Enfim, foi o fim de uma revolução que se iniciou com todas as boas intenções possíveis. Alguns dirão "o caminho do inferno é pavimentado de boas intenções". E eu replicarei: "o caminho do paraíso também, companheiro, o caminho do paraíso também....."
posted by Ligeirinho |
9:14 PM
Comentários:
30.1.08
Sobre nectarinas e as coisas que achamos que sabemos
Sempre achei que a nectarina fosse uma fruta híbrida, cruzamento de pêssego com ameixa, (ou seja, que sua semente não gera uma 'nectarineira').
Depois de googlar e wikar, não consegui confirmar se isso é verdade. Parece que não. Não sendo verdade, esse é o tipo de informação que devo ter passado para frente várias vezes, com a certeza solene das autoridades em qualquer assunto. Mas...quem se importa? O que seria da vida sem um pouquinho de mentira e ficção?
posted by Ligeirinho |
10:19 PM
Comentários:
29.1.08
Sobre vícios
Deixando a cerveja de lado, descobri que sou praticamente viciado em nectarina. Creio que comeria 5 Kg dessa fruta fácil, fácil. Pode parecer estranho, mas depois que fiquei sabendo que existe diagnóstico de vício em cenoura (e estou falando de vicío gastronômico, bem entendido - pessoas viciadas em comer cenouras) acho que nectarinas podem passar como algo normal!
posted by Ligeirinho |
9:12 PM
Comentários:
31.10.07
Sobre como saber
Afinal de contas por que acabamos sabendo mais coisas quando as pessoas se recusam a falar do que quando falam descontroladamente?
posted by Ligeirinho |
12:06 AM
Comentários:
18.10.07
Sobre livros e pessoas
Se toda vida fosse um livro, a minha seria uma história besta, passada sabe-se quando, em uma encadernação barata com as folhas amareladas, esquecida numa prateleira escondida e apertada de um sebo sob um viaduto.
posted by Ligeirinho |
1:57 AM
Comentários:
Sobre as vantagens da falta de entusiasmo
Se ao responder sobre como você está, você disser que está bem, normal, ou mesmo tudo sob controle, ninguém se espanta. Mas experimente dizer que está melhor!!! rs
posted by Ligeirinho |
12:44 AM
Comentários:
15.10.07
Aos mestres, com carinho
Ao professor Marcelino, da minha longínqua primeira série, por não ter se precipitado e me colocado pra fora da sala de aula no meu primeiro dia na escola.Ele achou que eu era um aluno do jardim da infância, esquecido ali por acaso (sim, ele pensou isso). Imagine, se eu tivesse sido colocado pra fora da sala assim? Consequências imprevisíveis! Também por ter me ensinado que se você precisa muito de alguma coisa (como ir ao banheiro) deve ser enfático e não ficar quieto esperando a vontade passar.
Às professores Maria de Lourdes e Lourdes, por sua atenção maternal,carinho e preocupação, quando troquei de escola. Nunca mais fui disputado por duas mulheres de maneira tão bonita. Tia Maria de Lourdes até propôs que eu ficasse morando na casa dela pra não atrapalhar meu ano escolar.
A professora Roseni, por me ensinar o valor e a medida certa da loucura (tá ceert, ela não conhecia essa medida Mas cada um ensina como pode). Pirada, mas gente fina! Uma professora que manda alunos saírem da escola para comprar cigarros para ela, pode?
Ao professor José Rodrigues, que me deixava tocar violão e defender o comunismo em suas aulas de português (mesmo ele sendo um convicto liberale eu tocando muito mal). Também me ensinou que, a despeito do que um garoto de 11 anos possa pensar, não basta paixão para defender uma idéia. Por outro lado, por sua culpa quase entrei no ITA. Mudei de idéia a tempo (tive muito tempo para pensar).
A professora Roserley, uma verdadeira mestra em despertar nos alunos o gosto pela literatura, como fim. A Ley era legal (e espero que ainda seja). A professora Mariângela, por me ensinar com muito custo a virtude da moderação. Tive más notas em matemática por que gastava o tempo nas aulas de matemática...devorando livros!
Ao professor Youzo pela inspiração e pela sua percepção das minhas potencialidades. Também por me expulsar da sala de aula quando me pegava conversando. Não sei de que maneira, mas certamente foi pelo meu bem. Escolheu-me para uma bolsa de estudos e, embora eu não tenha podido aproveitar, é sempre recompensador ser escolhido apenas pelos seu méritos (e não pela aparência e comportamento de meritoso).
Aos meus professores da UNICAMP. Nem todos. Apenas aos que eram (e ainda são) apaixonados pelo que faziam e tentavam nos contaminar também (mesmo que a paixão deles definitivamente não seja ensinar).
Um pouco de todos eles ficou comigo.
posted by Ligeirinho |
11:14 PM
Comentários:
10.10.07
Sobre as velhas histórias de nossas vidas
O segundo pior problema dos Arrasados, dos Tristes, dos Desesperados, dos mortalmente Magoados e dos enfadonhos Chateados é achar que é a primeira vez que aquela história é escrita. Por isso, não se cansam de contá-la e recontá-la. Sujeitos educados e corteses são as principais vítimas de sua narrativas apaixonadas, no tom provável em que foi declamado "Romeu e Julieta" pela primeira vez. Romances descartáveis de bolso travestidos de obras primas.
Ah, se eles soubessem....
posted by Ligeirinho |
10:15 PM
Comentários:
4.10.07
Birmania libre!
De fato, hoje a Birmânia se chama Myanmar, Mianmar ou Mianmá (ou algo assim. Idéia de milico, certamente). Birmânia é muito melhor, realmente. E quanto a Burma.. bem Burma não passa de uma marca de creme de barbear que fez uma campanha publicitária genial no século passado!
posted by Ligeirinho |
9:35 PM
Comentários:
FREE BURMA!!!!!
Bem, Birmânia para mim ainda parecia um nome bem mais simpático.
Mas enfim, essa é a campanha. Hoje é o dia que de protesto dos blogs contra o regime ditatorial Búrmico! (Soube sobre isso aqui ).
Para quem não sabe, a Birmânia (ops, Burma) é uma país que era famoso pelos seus rubis (sem trocadilhos com sangue, please), e que hoje está sendo mais conhecido pela opressão de seu regime ditatorial e pelo modo que está reprimindo as manifestações pacíficas que os monges budistas têm promovido contra o regime até alguns dias atrás. Agora, com os monges proibidos de se manifestarem, mosteiros fechados, internet bloqueada, cabe à esse mosntro chamado OPINIÃO PÚBLICA INTERNACIONAL se manifestar.
Desobediência civil, resistência contra um regime ditatorial, manifestações pacíficas.. como não aderir????
Adira você também (argh)!!!!!
posted by Ligeirinho |
12:56 AM
Comentários:
2.10.07
Sobre preferências climáticas
Alguém, alguma vez,em algum lugar (algures, diria o Alvarenga), disse que preferia o céu pelo clima e o inferno pela companhia. E não é que é verdade? Não há um de nós (aliás quem somo nós? No mínimo os que se imaginam estando entre os bons, e não vale o lobo em pele de cordeiro), ou de vocês, ou deles, enfim, que não ache que a companhia dos malvados é desagradável. Creio que até mesmo os maus (independente de que eles sejam nós, vocês ou eles) não crêem gostar da companhia de seus iguais.
MAS, no fundo, precisamos dos maus (ou vocês precisam de nós.. ou nós deles.. ou eles deles, ou eles de nós..).Afinal, quão (quão? Alvarenga, vc por aqui de novo!!!!????) chato,quão tedioso,quão ausente de conflitos, dramas e desesperos seria o mundo se fôssemos todos madre Teresa? E mesmo que não quiséssemos conflitos, dramas, desesperos e ausência de tédio, precisamos dos maus, ou da maldade, por um motivo superior e infinitamente sublime: não existe humor sem maldade!
posted by Ligeirinho |
10:11 PM
Comentários:
1.10.07
Sobre o Passado ser cada vez mais distante
Estava lendo sobre um filme (Mulheres Perfeitas) e vi que um dos protagonistas era "Mathew Broderick, de Godzilla".
Fiquei espantado. Para mim, Mathew Broderick seria sempre o de Curtindo a vida adoidado. Como alguém poderia se lembrar de um filme horrível como Godzilla e esquecer um clássico como Curtindo a vida adoidado?
posted by Ligeirinho |
10:08 PM
Comentários:
23.7.07
A solução de dois enigmas
E se colocarmos o gato de Schrödinger dentro da caixa do Pequeno Príncipe? Ou então, colocarmos o carneiro do Pequeno Príncipe dentro da caixa de Schrödinger?
posted by Ligeirinho |
11:37 PM
Comentários:
20.7.07
Sobre a dor e a morte
Dia primeiro de abril desse ano meu pai morreu. Não foi repentino, mas foi inesperado. E só depois de passar por essa dor é que consegue se entender por os antigos, quando um dos seus morria, arranhavam os rostos e rasgavam as próprias vestes.
A dor da perda pela morte de alguém querido é algo que definitivamente não passa. Para descrever, digo que se você ficar com uma dor de dente te agulhando por três meses você acaba se acostumando com ela, mas definitivamente ainda tem total consciência da dor.
A conseqüência da passagem do tempo é essa: você se acostuma, e algumas vezes pode até mesmo achar que se conformou com a perda. Mas então casualmente tudo volta. Uma música caipira,uma conversa sobre pescaria, ou mesmo uma piada que você anota mentalmente para contar para alguém que, subitamente, você recorda que não existe mais... enfim, as armadilhas estão em toda parte.
As lágrimas definitivamente param de escapar tão facilmente quanto na primeira semana, mas elas estão lá. Nesses momentos, há de se disfarçar, olhar para o outro lado e não piscar, por que certamente os olhos estarão cheios de água (manter o olhar distante e olhar para o outro lado, na verdade, é uma questão de delicadeza com o próximo, pois a dor alheia é no mínimo constrangedora). Nesses momentos, na verdade, a realidade é muito dura, e você sente que, desde a última vez que se sentiu assim, está no piloto automático, tentando deixar a mente relaxar para não lembrar da dor.
São mais de três meses, e ainda dói. E, imagino, nunca vai acabar.
posted by Ligeirinho |
1:39 AM
Comentários:
17.7.07
Quem passa por aqui!
Em menos de uma semana depois de instalar uma ferramenta de verificação de acesso no blogger, já estou me divertindo. Desde então:
- 7 pessoas passaram por aqui (uma fui eu)
- nenhuma voltou! rs
- 5 vieram a partir de ferramentas de busca. Os termos buscados foram:
a. "pelos no rosto"
b. "a construcao do conhecimento no curso normal superior:desafios e espectativas"
c. comentario e dicas sobre a melhor jeito de teminar um relacionamento" (isso mesmo, teminar.. preciso melhorar minha digitação)
d. "Jefferson Cardia Simões!
e. Robson Vieira Unicamp (opa!!! quem me procura????)
- As seis cidades foram: Salvador, Vitória, Rio (quando eu fizer um cruzeiro pela costa, visito vocês), São Paulo, Presidente Prudente e Porto Alegre.
Bem, imagino que... ahn, tem alguem aí me ouvindo???
posted by Ligeirinho |
9:52 PM
Comentários:
12.7.07
os tempo mudam, e Pessoa já é passado
Viver é preciso, navegar não é preciso!
ps.: essa frase foi usada pela primeira vez por Pompeu, o grande, no ano 70 aC. Já era hora de mudar!
fonte: Jornal da Ciência
posted by Ligeirinho |
1:10 AM
Comentários:
os tempo mudam
Viver é preciso, navegar não é preciso!
posted by Ligeirinho |
12:58 AM
Comentários:
11.7.07
Pequena história do universo
No início só havia Deus. Então Ele criou o tempo, e para matar o tempo, criou o universo. Mas não foi assim, artesanalmente, como se usasse massinha de modelar: bolou algumas poucas leis, criou e inflou de energia uma particulazinha à-toa e deixou que o resto acontecesse. A partícula, de massa infinita e dimensão infinitésima, explodiu. Da explosão nasceram estrelas, girando uma em torno das outras em padrões já imaginados desde o primeiro momento dessa criação. Dessas estrelas, eventualmente surgiram planetas, girando em torno delas e esfriando com a calma de quem tem a eternidade para esperar.
Muita coisa aconteceu em todos os cantos dessa criação,mas num cantinho especial disso tudo havia uma estrela amarela qe tinha, no seu terceiro planeta, umas formas de vida engraçadas, que até ousavam pensar. No príncipio de fato, só haviam seres minúsculos e praticamente inanimados. Mas as espécies começaram a surgir, cada qual tentando se adaptar da melhor maneira possível àquele planeta que mudava constantemente. Noventa e nove por cento delas estava fadada ao fracasso, é verdade. Mas dentre elas surgiu uma bem diferente.
Eram macacos, que depois de conseguirem andar em pé e pensarem (alguns poucos os faziam, mas mantinham o restante na ilusão de que esse dom era compartilhado) dominaram o planeta em pouco tempo. O planeta, como que reagindo, parou de mudar, as espécies pararam de surgir, as outras que existiam a definhar. Mas esses macacos reagiram bem a solidão que se aproximava: evoluíram mais ainda, descobriram os segredos da imortalidade e da eugenia.
Passaram a não depender dos outros seres do planeta que então, rapidamente, sumiram. Sobraram apenas eles. Com o segredo da imortalidade em mãos, pararam de se reproduzir. Foram muito além: para se aprimorarem cada vez mais, ao invés de se reproduzir, aprenderam a se fundir, e de dois macacos fundidos surgia um, infinitamente melhor. Fundiram-se e fundiram-se até que, da última fusão, nasceu o ser perfeito: no momento inicial de sua existência ele já conhecia os segredos do passado e do futuro, do tempo enfim. Desprezando as limitações físicas em que estava, ele mergulhou no espaço e no tempo, e passou a estar em todo lugar, em todo momento. Na verdade, para ele, o tempo deixou de existir.
Então, sem ter o que mais fazer ele sentiu saudades: criou de novo o tempo e, para passar esse tempo, criou o universo....
posted by Ligeirinho |
10:33 PM
Comentários:
3.7.07
Barba,bigode e cabelo
A incapacidade de expressão é algo que sempre me fascinou. Quando se diz que uma imagem vale mais do que mil palavras é por que pode ser muito difícil para uma pessoa de vocabulário médio conseguir expressar com precisão e poucas palavras algumas idéias. Para piorar, li uma vez que o vocabulário usual dos jovens ingleses é de 500 palavras. Não espero que o de um brasileiro seja maior... Por outro lado, os esquimós têm dezenas de palavras para algo que para nós tem apenas um nome: neve!
Tudo isso por que meu cavanhaque coça! mas o que é cavanhaque??? É a figura da barba ao redor apenas da boca? Mas a parte acima da boca se chama bigode,não? Se ela tem nome, como são chamados os pêlos (pelos? pêlos?) abaixo da boca, no queixo? E barba, é todo pêlo que cresce no rosto? E onde acaba a costeleta? E afinal, a costeleta é apenas a "barba" que se deixa crescer ao lado da orelha ou o cabelo que atinge aquela área também é costeleta? E a barba no pescoço, tem nome?? E enfim, como explicaria o que vou fazer agora??
Talvez assim:
barba :pêlos que nascem no rosto
a: barba acima dos lábios
b: barba da parte inferior dos lábios até o queixo
c: barba na faixa do rosto ao lado da orelha
d: barba acima ad linha do queixo, não compreendida por 'a', 'b' e 'c'.
e: barba no pescoço
f: cabelo que se sobrepôe a 'c'
Então, vou aparar 'a' e 'b', aproveitar para remover 'c', 'd' e 'e' e talvez dar uma acertadinha em 'f' pra parecer que cortei o cabelo! rsrs
ps.: não tenho dicionário em casa, antes que me perguntem.
posted by Ligeirinho |
9:31 PM
Comentários:
Divagações de um caipira em Macondo - parte 2 : Manaus
Dois meses depois de conhecer Manaus, algumas impressões ainda são bem fortes. A primeira visão da cidade, com o avião virando-se para alinhar com a pista, é magnífica. Perde-se a ilusão do continuum da floresta, e as margens do rio (Negro? Solimões? Não me lembro) se exibem, com seus recortes e reentrâncias que, de cima, parecem ruas, com barcos simulando carros. Aliás, até hoje não estou certo se o que vi, na margem direita do rio, eram ruas alagadas ou canais. Logo em seguida, pode-se ver claramente o encontro das águas, que com certeza deve ser mais bonito ali mesmo, de cima.
Depois, à margem esquerda, vê-se uma cidade urbanizada, que parece organizada e plana. Não chega a surpreender, é verdade. A surpresa mesmo ocorre quando abrem-se as portas do aeroporto e você é jogado de repente, do conforto do ar condicionado para a selvagem sensação de calor e umidade. A caminhada até o táxi é longa, e a respiração torna-se não mais difícil, nem mais fácil: diferente. A um telefonema que recebo nesse instante respondo rápido: ligue daqui a pouco, estou me acostumando com o ar.
Dentro do táxi o ar condicionado, item obrigatório na cidade, me poupa momentaneamente de continuar tentando me acostumar com o ar úmido e quente. O taxista é simpático, como quase todos eles são aqui, e rapidamente,ao me saber visitante de primeira viagem, começa a me falar o que tenho que conhecer na cidade. Corre muito, ziguezagueia demais. Todos eles são assim também, e não vi exceções.
Entre o aeroporto e a empresa, atravessa-se a cidade. Não a achei particularmente diferente das grandes cidades que já vi: um pouco de caos, um pouco de ordem. Talvez mais caos do que ordem. Imaginava, é verdade, que Manaus fosse menos urbanizada, com uma pobreza mais aparente. A mesma pobreza mascarada que se vê aqui, está também lá. E ainda no táxi, tento entender como é a cidade, olhando pela janela, tentando saber onde se exibem os ricos e são escondidos os pobres.
posted by Ligeirinho |
12:00 AM
Comentários:
2.7.07
Dúvida Anatômica
Se o peito do pé se chama assim, por que o calcanhar não se chama "bunda do pé"??
posted by Ligeirinho |
11:35 PM
Comentários:
13.6.07
Divagações de Viagem de um caipira em Macondo - parte 1: DECOLAGEM
A primeira impressão ao entrar no avião éo tamanho. Parece maior por fora.
Sentei-me à janela (como eu queria, embora eu não tivesse pedido) sem ninguem ao lado. A naturalidade das pessoas é evidente, e imagino que também o seja a minha ansiedade pelo início do vôo.
O motor começa funcionar por partes. No começo, só um zumbido. Ironicamente imagino que seja o injetor de gasolina eo avião seja a álcool!! o que me leva ao fato de que uma cerveja teria me relaxado antes de embarcar, não fosse o fato de eu ir direto do aeroporto para a empresa.
Quando o motor começa de fato a funcionar não há duvidas. O barulho é serio, profundo, e imagino que não seja o único que o escuta om atenção para perceber alguma falha no som.
O avião taxia pela pista por muito tempo.Muito mesmo. Dá para ter a dimensão do tamanho do aeroporto, e também dá para reparar o quanto as asas balançam. Amedrontador saber que são aquelas abas de aço que sustentarão todos nós. Como parecem frágeis!
Acompanho todo o taxeamento com atenção, sem tirar os olhos das asas. Estou exatamente ao lado de uma delas. Distante duas poltronas de mim, uma senhora já adormece, com a boca aberta. Parece ultrajante. Enquanto eu acompanho tudo com a maior reverência, a maioria se comporta como se o milagre tecnológico de voar fosse normal. Infiéis!!
Reverentes são sim os comissários de vôo, que tanto me lembram as enfermeiras. Felizmente já não são obrigados a repetir os cõmicos gestos de explicação sobre a máscade de oxigênio e os procedimentos de segurança que tantas vezes se vê no cinema. Tudo se passa no vídeo de apresentação do vôo, mostradas em telas de LCD retráteis.. Por outro lado verificam cuidadosamente se todos os passageiros estão com as poltronas desinclinadas e bandejas levantadas. Imagino que no caso de uma queda isso vá me salvar!
A aceleração final é súbita, quase assustadora. Écompletamente perceptível a perda de peso do avião, com os solavancos se convertendo numa corrida desenfreada porém firme. E quando o avião deixa o solo, a sensação é extática e intensa: o frio na barriga, a força da gravidade, a certeza de não mais estar em terra firme faz da primeira decolagem uma experiência quase sexual.
A primeira decolagem é realmente inesquecível.
Divagações de viagem de um caipira em Macondo - parte 0
Amanhã, as 7:50 da manhã, estarei embarcando de avião para a histórica e (dizem) singela cidade de Manaus, comparada a Macondo pela Córa Rónai em uma crônica há algum tempo.
Entre minhas pretensões de viagem estão:
Não se borrar de medo nessa minha primeira viagem num objeto mais pesado que o ar movido a líquidos explosivos e composto de milhares de peças móveis vinda de todos os cantos do mundo (também é chamado de avião).
Experimentar pato com tucupi.
Como a idéia é trabalhar mais de doze horas por dia,para concluir meu trabalho e voltar o mais rápido possível, talvez não tenha tempo de entar em contato com a flora e fauna locais. Para o caso de eu me demorar, essa é a zerésima parte do meu diário de viagem, que como diário, está previsto para apenas 3 partes.
Até amanha! rs
posted by Ligeirinho |
8:54 PM
Comentários:
8.3.07
Sobre o dia Internacional da mulher
Tá certo, mulheres são lindas, dominam o mundo e tem uma inteligência afiada de um modo muito amis sutil do que os homens; einfm, merecemum dia especial só para elas. Mas e quanto aos pacientes suportadores da TPM alheia, num mereciam um dia também não? Afinal, talvez o paraíso não seja uma recompensa suficiente!
posted by Ligeirinho |
11:38 PM
Comentários:
16.2.07
Sobre o homem e sobre o rio...
Eu sei, eu sei.. o mesmo homem nunca atravessa o mesmo rio duas vezes.. mas vem cá: e se for um lago???
posted by Ligeirinho |
12:11 AM
Comentários:
9.2.07
"Menino morre ao ser arrastado por 7km em carro durante assalto"
Concisamente:
- O horror, o horror! (batida, mas precisa)
- Genghis Khan, se voltasse a vida, perguntaria o que ele perdeu...
- Sabemos todos que eles ficarao vivos 2, 3 dias na cadeia (as vezes o outro lado da barbárie é sardonicamente justo).
posted by Ligeirinho |
12:25 AM
Comentários:
Diálogos da vida moderna
- Posso sentar na frente? eu vou descer primeiro..
de um carona, tentando justificar a escolha de quem senta onde de uma maneira (i)racional...mas afinal, não terão os dois que levantar?
posted by Ligeirinho |
12:02 AM
Comentários:
8.2.07
A difícl arte de escolher um entre os poemas de Quintana
INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA
A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...
posted by Ligeirinho |
11:59 PM
Comentários:
31.1.07
Sobre palavras
Ainda sobre racismo... de tanto ver as pessoas escreverem "pretensioso" de forma errada (com 'c' no lugar do 's') começo a crer que o substantivo original, pretensão, deveria ser modificado. Ao sugerir 'pretência' em um blog muuuito bom , fiquei na dúvida: seria eu acusado de racismo? Alguém poderia confundir,achando que 'pretência' era alguma ironia com a palavra 'preto'.
Se for o caso, esqueçam tudo que eu escrevi. Não sou e nem tenho a pretenção de ser chamado de racista.
ps.: de qualquer modo, que fique registrado que para mim o melhor adjetivo para aquilo que tem a qualidade de ser preto seria pretância, e não pretência. Ou seria o contrário?
posted by Ligeirinho |
7:42 PM
Comentários:
30.1.07
Para pensar
"Música é acusada de ter versos racistas.."
Os versos em questão: "esse cara dança reggae / reggae / meio maluco, mas um homem bom"
As vezes tenho a sensação que perdi alguma coisa....
posted by Ligeirinho |
7:40 PM
Comentários:
4.1.07
Resoluções de ano novo
Começar o ano nos dá a sensação poderosa de que podemos escrever o futuro de maneira totalmente controlada, deixando tudo que passou para trás e planejando tudo que faremos e deixaremos de fazer. Resoluções de ano novo são a forma de se colocar essa sensação no papel.
Na verdade, essas resoluções valeriam muito mais se fossem do ano que passou: imagine se com uma rabiscada na página pudéssemos reescrever o ano velho? Seria formidável! Na verdade, quem diz que não é isso exatamente o que tentamos?? Ao colocar as metas e decisões para o próximo ano, acabamos (eu acho) por escrever tudo que falhamos e não alcançamos no ano que passou. Juntar todas resoluções, ano a ano, daria no final uma ótima obra: "Minha biografia, refeita, resumida e mais-que-perfeita".
posted by Ligeirinho |
7:19 PM
Comentários:
8.6.06
Um pouco de Bandeira não faz mal a ninguém
Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Pois é Hélio... não havia nem casa pra estar limpa, nem campo pra estar lavrado, nem mesa para estar posta. Mas espero que o dia tenha sido bom, ao seu jeito!! Com certeza vc sorriu e disse "não sei quem fui, dona Iniludível"
posted by Ligeirinho |
3:10 PM
Comentários:
8.3.06
.......
posted by Ligeirinho |
1:32 PM
Comentários:
8.2.06
Impressões sobre um funeral
As pessoas se movem com respeito. Passadas fortes e cabeças erguidas são raros, como se a morte ainda estivesse dando rasantes por ali. os poucos desavisados que riem por qualquer motivo banal, se sentem constrangidos, quase amaldiçoados. Os curiosos, querendo serem convencidos de que a morte é real, olham para o morto com um assombro patético. Os familiares choram o falecido e, em algum canto do funeral, cenas pitorescas e interessantes da vida recém encerrada são lembradas, com sorrisos leves e lágrimas disfarçadas. Uma criança corre e brinca com um desdém infantil pelo que ocorre a sua volta. Gritando e correndo enquanto todos a volta o olham, não parece perceber que perdeu o avô.
No enterro, as filhas desatam a chorar, de um modo que parece tragicamente competitivo. Nada é falado, e um observador que saiba o quanto o recém-chegado à "floresta dos homens esquecida" merece, sente que, mesmo que as palavras se esvaziem ao vento, as vezes devem ser ditas. O incômodo e angustiante barulho da terra sendo jogada pela pá sobre o caixão não ocorre. Em seu lugar apenas um pedreiro fechando a caixa de alvenaria onde o caixão foi depositado.
Tijolo a tijolo, a última morada do sujeito vai sendo finalizada. O pedreiro, de joelhos, trabalha maquinalmente, enquanto a sua volta as pessoas olham desoladas para o seu trabalho. O silêncio reina, e é apenas desrespeitado pro dois sujeitos, um de cada lado do tumúlo que, em voz alta, combinam se encontrar na próxima semana.
posted by Ligeirinho |
11:43 AM
Comentários:
14.12.05
.......
posted by Ligeirinho |
1:09 PM
Comentários:
25.11.05
Diálogos da vida real
- Você sabe se o Mal de Alzheimer costuma atacar pessoas jovens? A partir de que idade será que pode acontecer?
- Não sei. Ah, vc foi no banheiro agora né? Você viu se eu tinha puxado a descarga?
posted by Ligeirinho |
1:30 PM
Comentários:
28.8.05
......
posted by Ligeirinho |
8:45 PM
Comentários:
8.8.05
Ao vencedor as batatas (podres)
O mundo é um espelho, um maldito e paciente espelho mágico. Você pode se retorcer, se esforçar, implorar para que seja diferente. Aos poucos, enrtetanto, vc vai sentir que ele não muda, mas você sim. Não ha´escapatória.Morte, desilusão, desesperança e podridão são o que vc consegue ver nesse maldito espelho. E morte, desilusão, desesperança e podridão é no que vc se torna, devagar e de maneira dolorosamente consciente.
posted by Ligeirinho |
9:29 PM
Comentários:
28.7.05
Dicas para não ser executado com tiros na cabeça em países civilizados
1 - Evite viajar para qualquer país dito civilizado.
2 - Caso não possa evitar, seja loiro (dica da Córa Ronai. Leia sua ótima coluna n'O Globo)
3 - Caso tenha que viajar e não seja loiro, de modo algum use mochila ou jaqueta. Use o mínimo de roupa que possa indicar que vc não esconde uma bomba mas que ao mesmo tempo não viole os limites da decência (ou seja, não ande apenas de cueca)
4 - Se um policial vir correndo em sua direção, apontando pra vc e atirando, não corra. Se vc é inocente, não há nada a temer (contenham o riso)
5 - E a melhor: use uma camiseta com a seguinte estampa "Don't shot. I'm only a Brazilian tourist!"
posted by Ligeirinho |
9:39 AM
Comentários:
26.7.05
.....
posted by Ligeirinho |
8:30 PM
Comentários:
....
posted by Ligeirinho |
8:23 PM
Comentários:
11.7.05
...
posted by Ligeirinho |
6:47 PM
Comentários:
5.4.05
A teoria geral e definitiva sobre as pessoas
Se você quer que alguém não faça algo errado, não lhe dê os meios para fazê-lo. Se você quer que o bandido não te mate, não reaja. Se você não quer que alguém pegue sua carteira, não a deixe em qualquer lugar. Se você não qeur que alguém bisbilhote seus mails, não deixe a tela aberta.
Cresci (emocionalmente falando, pois fisicamente cresci muito pouco para ser levado em consideração) achando que, se queremos realmente provar que somos seres humanos dignos, devemos fazer o certo mesmo quando somos tentados a fazer o errado. Não somos virtuosos, eu acreditava, e decidir entre ser justo e não ser só teria valor se a tentação existisse.
Mudei. Em relação as pessoas, meu conceito agora é de que, se você não quer se decepcionar com alguém, não tenha grandes espectativas. Admire alguém, e estará contribuindo para que essa pessoa aja errado. Talvez ela não fique sabendo disso, e no final das contas o único prejudicado é você mesmo, que irá acumular mais desapontamentos.
posted by Ligeirinho |
6:30 PM
Comentários:
2.3.05
Sobre Gary Cooper e o Oscar
Tentei, tentei mesmo assistir o Oscar. Mas a transmissao incompleta (que falta de respeito!!!) e o problema da tradução já eram irritantes. Mas quando o presidente da academia entra para fazer um discurso dedicados aos bravos e herócios soldados ianques, desisti.
Mudei pra Band (sim, não tenho TV a cabo) e assisti o delicioso "Matar ou morrer". Faroeste magnífico. Sem tiros durante quase todo o filme. Muita canastrice (no bom sentido) do Gary Cooper, fazendo suas caras. Aprendi muito mais sobre cinema do que se tivesse assistido ao Oscar. E ainda de quebra pude apreciar a beleza da Grace Kelly.
E afinal, assistir o Oscar pra quê? Cada ano os premiados são os injustiçados do ano anterior!!!! Para saber quem foi bem esse ano, só assitindo ao Oscar de 2006!!!
posted by Ligeirinho |
2:23 PM
Comentários:
1.3.05
Protestos de alta estima e consideração
Quando vejo uma correpondência que termina com o trecho acima ou seus similares, duvido sempre da existência mental do remetente. Não existe nada mais falso do que essas cartas comerciais onde, depois de descer a lenha, escreve-se essas bobeiras. Como alguém que nenm me conhece pode me ter em alta estima? Como podem ser sinceros os votos de quem quer tirar o meu dinheiro? Como pode se ter respeitoso apreço por alguém de quem se sabe apenas o código de cliente?
Felizmente, não preciso escrever cartas comerciais. Nos emails formais, evito além dessa baboseira que não convence ninguém, todos aqueles gerundismos horríveis. Nada de "assim que estivermos providenciando".
Infelizmente, não me é permitido teminar as cartas do jeito que eu gostaria: saudações corintianas!!!!!!!!
posted by Ligeirinho |
12:21 PM
Comentários:
2.2.05
Sobre a fé nossa de cada dia
São abençoados aqueles que, todo santo dia, acordam e tem certeza da sua fé, certeza das suas certezas e certezas sobre suas dúvidas. Eu, particularmente, acho que acordo no máximo agnóstico. Consigo todo dia construir minha fé, acreditar em motivos pra tudo e em forças superiores, acreditar que para contrabalancear todo a dor e tristeza sem razão deve existir Deus, deve existir um paraíso e deve existir a salvação; dependendo do dia, creio até no inferno. Sem tudo isso o mundo não faria sentido, não seria simétrico. O que recompensaria toda dor injusta e cruel? O que seria tirado de quem é essencialmente mau e destruidor?
Todo dia ponho a cabeça no travesseiro com a certeza de que, depois daqui, ainda há mais. E todo dia, ao colocar meus pés no chào gelado, tenho o vislumbre cruel de que, de fato, podemos estar completamente sozinhos na miserável condição humana.
posted by Ligeirinho |
11:44 AM
Comentários:
8.12.04
Sobre o pior
O pior não é dejuvenescer. O pior não é trocar a curiosidade pela impaciência, a ousadia pela calma, o grito pela voz compassada, o galope pelo trote. O pior não é aprender a não chorar, aprender a beber, aprender a não gargalhar e finalmente esquecer de aprender.. O pior não é deixar de lado o medo pelo desespero, a dúvida pela certeza, o tênis pelo sapato. O pior não é transformar-se de aluno em professor, de discípulo em mestre, de metamorfose ambulante em óbvio ululante.
O pior, pior mesmo, é deixar de ver o carneiro através da caixa.
posted by Ligeirinho |
3:57 PM
Comentários:
30.11.04
Sobre a opinião alheia, em poucas palavras
A opinião dos outros, quando diferente da sua, é igual aquele moleque chato, filho de algum amigo seu, que chega na sua casa, risca a parece com giz colorido, chuta seu cachorro e joga seu pacote de biscoitos recheados preferidos dentro do seu aquário: vc pode até suportar, dizer que é bonitinho e que criança é assim mesmo; pode té se esforçar apenas em consideração ao pai da criança, mas sua vontade, sinceramente, é chutá-lo pra longe de você.
posted by Ligeirinho |
7:36 AM
Comentários:
19.10.04
Sobre por que prefiro AS dentistas
Ir ao dentista é uma experiência única. Em que outro lugar alguém te deixa quieto durante tanto tempo fazendo comentários que exigiriam respostas de 5 frases, quando o máximo que você pode responder é han e han-han?
Depois que comecei o tratamento dentário esse ano, casualmente com uma dentista (e não com um dentista) me dei conta de que fiz a coisa certa. Explico o porquê.
Quandos eles chegam com aquela agulhona, não há como não ter medo (pelo menos para mim) . E embora não doa tanto (uma picadinha, com uma ardência e depois a sensação de que a agulha vai passar para o lado de fora de seu rosto ou que vai alcançar algum osso) tenho que confessar que algumas lágrimas ficam brincando de "saio"-"não saio" nos meus olhos. Não há como evitar. A primeira vez que a doutora Flávia me aplicou a anestesia, molhei o rosto mesmo. Depois de alguns minutos, qdo ela voltou com um outro equipamento parecido com uma agulhona (acho que era algum "colocador de resina") fiz uma cara de susto e de medo tão rápido que ela não pôde reprimir o riso. Depois me disse para ter calma, que aquilo não era uma agulha.
Por essas e outras, prefiro dentistas mulheres. De um jeito ou de outro, nós homens já não somos acostumados a não chorar na frente de outros homens!?? Se fosse UM dentista, eu teria que me controlar, fazer pose de machão-que-não-sente-dor e seria muuuito pior. E além disso, quem melhor do que as mulheres para provocar choro nos homens!?
ps.: Feinho parte 2 vem aí. Aguardem!
posted by Ligeirinho |
8:25 AM
Comentários:
15.10.04
Feinho, parte 1
Ele era triste. Triste e feio. Eu o conheci na quarta série, e soube rapidamente que ele era diferente. Muito, muito mais inteligente que o resto de nós. Em agosto, enquanto que a maioria de nós escrevíamos redações insossas sobre nossas férias, cheias de montanhas-russas dos parques e cavalos e vacas dos sítios, a dele era sobre como ele gostaria que tivessem sido as suas. Não lembro da redação, e mesmo que lembrasse creio que não conseguiria reproduzir aqui. Mas quando o ouvi lê-la para todos em voz alta, como a professora pediu para alguns de nós fazermos, senti um nó na garganta. ele falava sobre o jeito como ele queria que as pessoas o vissem, sobre quantos amigos gostaria de ter e sobre quanto as meninas suspiravam por ele. E era pura ficção, pois Feinho era o patinho feio da sala, e todos nós o tratávamos dessa maneira. Assim como eu, vários outros devem ter sentido remorsos o suficiente para sentirem o mesmo nó na garganta, e creio que tenhamos nos deparado pela primeira vez com o fato de que a crueldade do mundo está em toda parte, a começar de nós mesmos.
Feinho não era pequeno, mas era magro. muito magro. Ela loiro e tinha olhos claros, mas isso não havia sido suficiente para dotá-lo de beleza. Tinha uma boca com os lábios com aparência de molhados e descascados. Na verdade, nada nele combinava; ele parecia uma versão natural e ligeiramente suavizada de Frankstein.
Feinho tinha uma paixão. Quem não tem, com 10 anos de idade? Laodicéia, pele rosada cheia de sardas, uma beleza que misturava seda e talco. Acho que todos sabíamos de sua paixão, mas ninguém havia brincado sobre isso com ele. Ainda. Até que alguém viu Feinho olhando para Laodicéia sonhadoramente.
- O Feinho gosta da Laodicéia!!!!
Aquele grito foi o suficiente para que todos rissem de Feinho. Gostaria de poder dizer que não ri também, que fui solidário com Feinho e fiquei em silêncio, assumindo apenas a culpa dos omissos. Mas um dos que ria era eu.
Laodicéia ficou furiosa com aquilo. Nunca tinha tratado Feinho (muito) mal, mas assim que começaram a falar que ela também gostava dele, ela disparou.
- Até parece que vou gostar de alguém tão feio!!!
Feinho ficou quieto. Até chegou a ensaiar rir daquilo tudo conosco. Mas não conseguiu. Não conseguiu chorar, não conseguiu rir, e ficou ali, no meio de nós, com uma cara de pateta, apenas esperando que todos parassem de rir dele. A despeito de sua reação, ainda se passaram alguns minutos até que esquecêssemos daquilo e nos cansássemos daquele exercício de crueldade.
Depois daquele dia, Feinho passou a se esconder. Sumiu. Nas aulas, sentava-se o mais isoladamente possível. Fazia seus deveres, mas sem brilho, como que para não chamar a atenção. Nos recreios, desaparecia. Na verdade, não me lembro de nada de Feinho depois disso, a não ser ele chegando e indo embora, discretamente, triste e cabisbaixo.
posted by Ligeirinho |
9:17 AM
Comentários:
13.10.04
Por que o blog estava abandonado?
Não parece, mas é difícil manter um blog. Apesar de eu gostar de escrever apenas pequenas asneiras que talvez interessem a poucas pessoas além de mim, gosto de escrever com calma e sem pressa. Como calma e instantes sem estar com pressa são coisas que (felizmente) tem me faltado nas últimas semanas, dois meses se foram sem que eu escrevesse uma letra.
Se o blog fosse ficar para a posteridade, creio que se justificaria ser perfeccionista. Mas como creio que até mesmo eu em pouco tempo esquecerei as tolices que acaso escrever aqui, vou me dar a liberdade de escrever sem calma e com pressa. Espero conseguir assim reerguer esse blog, escrevendo pelo menos um post por semana.
posted by Ligeirinho |
8:32 AM
Comentários:
17.8.04
Sobre a violência
A polícia chega sempre 30 minutos depois, pelo menos. As sirenes sempre ligadas, para afugentar os bandidos e não haver confronto.
A maioria dos aspirantes a marginais que conheço (não muitos, mas já conheci. Ser da periferia tem dessas coisas) cogita seriamente entrar para a polícia.
Assalta-se, mata-se, rouba-se com a audácia e arrogância provocadas pela certeza que não se será pego, a menos que se seja azarado.
Investigação policial, no Brasil, parece estar restrita a assalto a bancos, sequestros e demais casos televisivos.
Os policiais, que deviam ser os primeiros a dar o exemplo, muitas vezes sequer conhecem as leis que deviam seguir.
Fianlizando, nunca vi um policial usando o obrigatório cinto de segurança. E não me consta que eles são isentos desa obrigação. Será que algum dia algum policial já foi multado?
posted by Ligeirinho |
10:25 AM
Comentários:
5.8.04
Sobre a solidão
Desde a dolorosa hora que nasce até o triste momento em que parte para o último mistério, a única companheira real do homem é a solidão. Podemos sempre estarmos rodeados de amigos, parentes, mas quando acordamos de um pesadelo, estamos sós. Quando temos que decidir entre matar e morrer, estamos sós. Quando temos que chorar, não há pessoas te consolando que estejam realmente com você, pois ninguém chora a dor por outra pessoa. Quando a natureza nos mostra quão mortais somos, quando o corpo dolorido implora por morfina, não há consolos e palavras de carinho que façam com que essa senhora silenciosa chamada solidão saia de nosso lado. E no último suspiro, quando pode-se sentir o corpo deixando de funcionar serenamente (ou não) não é uma luz a última sensação que temos. É um som, que ouvimos pela primeira e única vez: da solidão saindo pela porta.
posted by Ligeirinho |
3:48 PM
Comentários:
30.7.04
Palavras do candidato "bonzinho" a presidente dos EUA
"Que não haja dúvida: nunca hesitarei em usar a força quando necessário. Nunca darei
a nenhuma nação ou instituição internacional o poder de veto sobre a nossa segurança
nacional. E construirei uma América mais forte militarmente"
Por essas e outras que eu estou achando que prefiro que o Bush ganhe essa eleição. A diferença entre os dois está mais na política interna do que na externa. E o Bush nos dá a vantaegm de ser idiota o suficiente pra não maquiar suas açoes. Clinton foi na política externa, muito parecido com bush, mas creio que o mundo o tolerava por ele era inteligente, persuasivo e carismático. Bush não é nennhum deles e deixou transparecer a falácia da legalidade da nova ordem mundial. Quem sabe, continuando assim, os EUA não se isolam eo resto do mundo não fica um pouco melhor?
Bush para Presidente!!!! Pato Donald para vice!!!
posted by Ligeirinho |
2:46 PM
Comentários:
16.7.04
Sobre Religiões
Se existisse um rio separando os homens de sua própria perfeição e eu quisesse que todos atravessassem o rio, não construiria uma única ponte. Construiria várias. Até mesmo, diabos (com o perdão da palavra), alguns poderiam sequer precisar usar a ponte!!!! Atravessariam a nado (seriam os ateus).
Creio realmente que não existe uma única religião certa e verdadeira. Existem mais de quatro bilhões de pessoas nesse mundo, e acho que atualmente devem existir mais de quatro bilhões verdadeiras. Para cada um, Deus (ou como quer que vc o chame) escreveu sua estrada própria, os desafios a serem cumpridos e as crenças a serem aceitas. cada umdeve se aperfeiçoar e melhorar, ser justo, e não vejo outra coisa que Deus possa desejar aos homens. Creio que existam pessoas justas: budistas justos, muçulmanos justos, cristãos justos e ateus justos. Se existe céu, Deus não os deixará de fora, ou se existe salvação, não vejo por que Deus os (ou nos) deixaria de fora disso.
posted by Ligeirinho |
1:05 PM
Comentários:
13.7.04
Sobre o pior filme que já vi: Xuxa Popstar
O que é aquilo!!?!?!?!?! Nuca vi algo tão ruim! Quer dizer, eu, que não sou do ramo, não teria a coragem de assinar aquele roteiro ou a direção!!! Os diálogos são horríveis, as cenas mal-feitas, as interpretações, mesmo algumas dos de atores de verdade (sim , eles aceitaram tabalhar naquilo), são sofríveis. Aquilo não tem qaulidade pra ser inserrido como seriadinho de programa infantil, quanto mais um filme!!!
Apesar de tudo foi muito divertido!! Passei o filme todo dando risada da pretensão de quem juntou aqueles merchandisings, frases feitas e clichês de achar que fez um bom rtabalho. Que horrível. Uma cena em particular: um sujeito lambendo uma maçã, enquanto conversa online com a Xuxa... que hilário! Era pra ser uma cena sensual, mas caí na gargalhada quando vi. Ed Wood não teria feito pior! Péssimo!
posted by Ligeirinho |
4:07 PM
Comentários:
2.7.04
Sobre algumas pessoas que tem ou tinham a mesma altura que eu (ou quase)
Marquês de Sade
Mohandas (Mahatma) Gandhi
Martin Scorsese
Paul Simon
Malcolm Young
Ludwig Van Beethoven
Voltaire
Truman Capote
Harry Houdini
Igor Stravinsky
Michael J. Fox
William Faulkner
Roman Polanski
Joe Pesci
Aristotle Socrates Onassis
Phil Collins
J. R. R. Tolkien
Pablo Picasso
e por aí vai......
Estou bem acompanhado, não? Além de tudo, tem algumas outras características que compartilho com Onassis!! E não é dinheiro!!! rs
Se você não conhece alguém aí de cima, é mlhor começar a ler o Estadão! rs
ps.: Este post foi só para esquentar! Logo voltarei a postar normalmente.
posted by Ligeirinho |
2:08 PM
Comentários:
21.5.04
Sobre um assunto que devia estar encerrado há séculos
Texto retirado do Jornal da Ciência, que por sua vez o retirou de um artigo de um professor da UFGRS em uma publicação da USP!!
'Toda a discussão racial gravita em torno de 0,0005% do genoma humano! Por outro lado, mesmo não tendo o conceito de raças humanas pertinência biológica alguma, ele continua a ser utilizado, 'qua' construção social e cultural, como um instrumento de exclusão e opressão. Independente dos clamores da genética moderna de que a cor do indivíduo é estabelecida por apenas um punhado de genes totalmente desprovidos deinfluência sobre a inteligência, talento artístico ou habilidades sociais, a pigmentação da pele ainda parece ser um elemento predominante da avaliação social de um indivíduo e talvez a principal fonte de preconceito.'
Sérgio D. J. Pena, médico-geneticista e professor titular do Depto. de Bioquímica e Imunologia da UFMG, e Maria Cátira Bortolini, bióloga e professora adjunta do Depto. de Genética da UFRGS, em 'Pode a genética definir quem deve se beneficiar das cotas universitárias e demais ações afirmativas?' (Estudos Avançados, do Instituto de Estudos Avançados da USP, volume 18, número 50, janeiro/abril de 2004, p. 46)
posted by Ligeirinho |
3:44 PM
Comentários:
Sobre algumas frases secas e certas sobre universidades
1. Universidades públicas são caras para o governo. DEVEM ser caras. A função principal delas não é gerar formandos, é gerar conhecimento e fazer pesquisas. A graduação de alunos é parte do processo e faz com que professores muito bem preparados passem sua experiência adiante e tenham contato com novas gerações e novas idéias. A formação desses alunos não é a função principal da universidade, mas apenas a mais conhecida.
2. BOAS UNIVERSIDADES DEVEM QUE SER ELITISTAS. TÊM que ser elitistas, culturalmente falando. O governo coloca nelas muito dinheiro, os melhores professores, a melhor estrutura, e isso tudo obviamente deve ser usufruído pelos melhores ou potencialmente melhores alunos. E o governo deve providenciar para que os melhores estejam lá e possam ficar lá, independente de serem ricos ou pobres, negros ou brancos.
3. O governo DEVE sim providenciar para que mais pessoas tenham acesso ao ensino superior. Mas NUNCA por meio da expansão das universidades públicas voltadas para a pesquisa. Seria inviável economicamente. O projeto atual do governo, de usar vagas ociosas nas faculdades particulares, é bom. Criar faculdades públicas profissionalizantes (quase iguais as FATECs), desvinculadas de pesquisa seria outra opção. Criar cursos mais curtos e menos custosos dentro das boas universidades, aproveitando parte da sua estrutura, também seria outra opção.
Essas afirmações não são simples provocações. Eu penso assim. Sete anos dentro de uma universidade, com pessoas que acham que o lema "universidade pública, gratuita e de qualidade para todos" é praticável me fizeram pensar e concluir o que está resumido nos três parágrafos acima. Posso não estar certo, como acontece quase sempre. Mas acredito que não estou!
posted by Ligeirinho |
9:32 AM
Comentários:
4.5.04
Sacadas Universais de um Observador Fleugmático
Sobre as pessoas
1. As pessoas mudam
2. As pessoas não mudam
(não há nada de contraditório entre as afirmações acima)
Sobre a Estupidez
A razão tem limites, pois conhece a própria limitação. Já a estupidez é infinita. Defina um limite qualquer para a estupidez e algém irá ultrapassá-lo.
Sobre o mundo
1.Apesar da bela aparência externa, o mundo é um grande saco de bosta. Um saco bonitinho, todo embrulhadinho, com fitas coloridas. Mas um grande saco de bosta. Resta saber se estamos dentro dele como elementos estranhos ou se simplesmente estamos ali para que se tenha algo dentro do saco.
2. Há a chance de sermos apenas uma grande piada cósmica. Em algum lugar deve haver alguém rindo de todos nós, como rimos com ratinhos colocados em labirintos. Ou então, quem sabe, somos apenas um projeto de ciências estranho de algum anjinho meio sádico.
Sobre os países e as pessoas
1. Se o país A usa camisas com a manga dobrada e o país B gosta de escutar blues quando está chovendo, eles irão entrar em guerra por esses motivos assim que tiverem uma chance. Se o país C intervier, corre o risco de ser bombardeado tanto pelo país A quanto pelo país B e de ter seus habitantes reduzidos a ração para cachorro pelos outros dois países.
2. Se você impingir a um povo dor, sofrimento e humilhação, assim que eles superarem tudo isso passarão a mensagem adiante, fazendo o mesmo com outros povos.
Sobre a História
A história existe para que os mesmo erros sejam cometidos repetidamente, mas sempre de uma forma mais refinada.
Sobre religiões
Uma a uma, as religiões desmentem todas as outras.
Sobre a paz
O homem nasceu para a paz assim como minhocas nasceram para pular cordas. Dê uma crianca uma gaita e um revolver de brinquedo e ela em pouco tempo estará usando a gaita como alvo para a arma.
posted by Ligeirinho |
6:51 PM
Comentários:
28.4.04
Sobre sermos reponsáveis pela desonestidade alheia
Na fundação em que estou fazendo um curso de capacitação tecnológica cada bolsista recebeu uma senha pessoal para o uso do telefone. Desatento como sempre, deixei a folha com a senha ao lado do telefone, em nossa sala de reunões. Quando voltei, me avisaram sobre isso, mas não sem antes falarem que eu tinha vacilado, que alguém podia ligar pra Cochinchina, etc; enfim, que tinha faltado com minha obrigação em não deixar oportunidades para que outros fossem desonestos.
Quase como disse o baixinho do outro post na rodoviária, acho que estamos nos acostumando com uma situação de valores invertidos. Não é mais obrigação de cada um ser honesto, e sim dos outros em não deixarem oportunidades para a desonestidade alheia ocorrer. Se você esquecer um pacote, dinheiro, etc em algum lugar, não é mais obrigação do próximo devolver - afinal, se ele não pegar outro pegará. O errado foi você em esquecer.
Como gosto sempre de imaginar como as coisas seriam se extrapolássemos uma situação atual até o seu limite, não resisto a tentação de concluir que, no futuro, quem fizer algo assim ainda poderá ser preso por incitação ao crime! Duvidam?
posted by Ligeirinho |
6:55 PM
Comentários:
26.4.04
Sobre um dos mais célebres engenheiros de todos os tempos!
Leonardo da Vinci: inventor do carro? - Jornal "o Globo", 24/04/2004
Leonardo da Vinci é reverenciado em todo o mundo como um mestre da pintura da Renascença e um inspirado engenheiro, mas poucos se referem a ele como o pai dos
modernos automóveis.
Na sexta-feira, entretanto, o Museu de História da Ciência de Florença - coração da Renascença italiana - revelou o primeiro automóvel, construído com base em indicações deixadas por Da Vinci em seus famosos cadernos de notas.
O veículo de aparência primitiva funciona impulsionado por molas e, provavelmente, foi projetado para produzir efeitos especiais em eventos da corte. Ainda assim,
garantem especialistas, foi o primeiro veículo com autopropulsão já criado.
O automóvel está longe de ser a primeira invenção descoberta nos misteriosos manuscritos de Da Vinci. Os estudos desses cadernos já revelaram projetos de
helicópteros, submarinos, tanques militares e bicicletas.
Ainda em 1905, Girolamo Calvi, um dos pioneiros nos estudos sobre Da Vinci, notou a semelhança entre os projetos do artista e os carros motorizados que começavam a
ganhar as ruas. Em 1936, Calvi se referiu aos desenhos de Da Vinci como 'o Fiat de Leonardo'.
Mas somente nos últimos anos os cientistas conseguiram interpretar corretamente seu projeto. O modelo apresentado em Florença é a primeira reconstrução.
posted by Ligeirinho |
6:16 PM
Comentários:
23.4.04
Sobre a beleza
Amiga: Vocë acha aquele cara ali bonito???
Amigo: ah, desculpe, nao estou capacitado pra julgar beleza masculina.
Amiga: Que coisa machista!!!! Que tem de mais um homem dizer que acha outro bonito?
Amigo: Nada, acho. Mas a gente acha bonito o que é agradável aos olhos, e não me agrada ficar olhando pra homem!
Amiga: Nada a ver. Quando uma mulher acha uma outra bonita, diz. Puro preconceito homem não falar a mesma coisa!!!
Amigo: Sei lá ... que carro vocë acha mais bonito, o golf ou o astra?
Amiga: Ah, sei lá. Não ligo muito pra carro!
Amigo: hmmmm..... mas vocë conhece, não?
Amiga: Sim, claro.. mas nao fico comparando. Não tenho intençao de comprar um!
Amigo: Entao está explicado!!!!!
posted by Ligeirinho |
9:25 AM
Comentários:
22.4.04
Sobre estar no Blogs of Note!
Pela segunda vez o Bloggerman me indica no Blogs of Note. Fico contente, principalmente pelas pessoas que entraram aqui e ainda não conheciam. Espero que voltem, espero que comentem e espero que, mais que discordar ou concordar, discutam junto comigo sobre o que eu escrevo e escrevi! Vejam e comentem os posts antigos também, por que isso aqui não é um jornal: as notícias antigas ainda valem!!!!
Um abraço para todos! Visitarei todos os links que me deixaram no devido tempo!!!!!
posted by Ligeirinho |
8:46 AM
Comentários:
20.4.04
Sobre um Estudante descuidado e um Policial atento
Rodoviária de Campinas. O estudante universitário, de mochila nas costas, baixinho, daqueles que passa quase desapercebido, entra na lanchonete. Dentro há um policial conversando com o dono. Sem tirar a mochila, levando as mãos para trás, o estudante abre um zíper e retira a carteira. Faz seu pedido, sendo observado pelo policial. Enquanto o estudante recoloca a carteira na mochila após ser atendido o policial diz:
- Você abusa fazendo o que fez agora. Se um assaltante estivesse observando, tomaria essa sua carteira rapidinho... e você nem ia notar.
O dono da lanchonete concorda. O estudante, olha o policial com um sorriso de falsa condescendência e replica:
- Bem, eu sou um cidadão honesto. Não tenho que mudar meus hábitos por causa dos bandidos!!!! Quem tem que estar cercado de grades e olhando sempre para os lados, alerta, são os bandidos não eu!
- Mas você não pode ficar facilitando - responde o policial, levemente irritado.
- Bem, se preocupar com bandidos é a sua obrigação, não a minha. Se eu precisasse mudar todos meus hábitos por causa deles, para que vocês existiriam??
posted by Ligeirinho |
10:37 AM
Comentários:
13.4.04
Mais um Plágio do famoso poema de Maiakóvski
No primeiro dia eles vieram e me xingaram de bobão
Eu não fiz nada
no segundo dia eles vieram e mataram minha gata de estimação
E eu não fiz nada
No terceiro dia eles jogaram um bixo morto e fedido em frente da minha casa
E eu não fiz nada
No quarto dia me disseram que como eu trabalhava de graça meu trabalho não devia valer grande coisa
E eu não disse nada
No quinto dia eles vieram e tentaram tomar meu descongestionante nasal
.
.
.
.
Aí eu passei o sexto e sétimo dia espancando todos eles!!!!!
posted by Ligeirinho |
3:39 PM
Comentários:
7.4.04
Sobre a notícia da semana
Dezenas de soldados da 'coalizão' foram mortos essa semana no Iraque, o Brasil fez bonito na ginástica olímpica, os EEUU querem nos colocar contra a parede (e de costas) no caso do enriquecimento do uränio. Mas para mim a notícia da semana foi o achamento do avião de Saint Exupery, 60 anos depois.
Encontrado avião de Saint Exupery, 60 anos após sua morte
MARSELHA, França, 7 Abr (AFP) - Os destroços do avião do escritor e piloto francês Antoine de Saint-Exupery, autor do livro "O pequeno Príncipe", foram descobertos no litoral de Marselha, quase 60 anos após seu desaparecimento, em 31 de julho de 1944, revelaram nesta quarta-feira fontes do departamento de Pesquisas Arqueológicas Subaquáticas e Submarinas (DRASSM).
Que o mundo caminha para a desordem (ou como diria a Mariana, ex-futura física e futura geóloga, que a entropia do mundo está aumentando) parece-me tristemente claro e irreversível. Mas que nossas pequenas ilusões infantis sejam mortas paulatinamente é algo insuportável. Para mim, é preferível ignorar essa notícia e continuar acreditando que Antoine simplesmente voou com seu teco-teco até o asteróide B612 e que continua lá até hoje.
posted by Ligeirinho |
10:09 AM
Comentários:
5.4.04
Se tiverem paciencia, leiam até o fim...
De cientista louco eles não têm nem um pouco - (O Estado de São Paulo, 04/04/2004)
Evanildo da Silveira escreve para 'O Estado de SP':
Pesquisadores trabalham sério, mas estereótipo chega a prejudicar a atividade
'O senhor não parece um físico.' 'Ninguém diria que o senhor é biólogo.' Poucos são os cientistas que nunca ouviram frases como essas ou similares. Por trás delas está, na verdade, a visão estereotipada que grande parte das pessoas tem dos cientistas, como sujeitos meio malucos, excêntricos, desligados do mundo e concentrados apenas em seus laboratórios.
Mas não é bem assim. Cientista também é gente. Os estereótipos escondem pessoas como todo mundo, com os mesmos problemas e alegrias do dia-a-dia. Essa questão da imagem que a sociedade tem da ciência e do cientista é mais séria do que pode parecer. Há toda uma linha de pesquisa sobre percepção pública da ciência, desenvolvida em instituições de vários países. Também há livros e estudos sobre o assunto, que não são feitos apenas para matar a curiosidade do público ou dos próprios cientistas.
A maneira pela qual a sociedade os vê tem implicações no apoio e financiamento das pesquisas e, em última instância, no desenvolvimento científico e tecnológico de um país. 'O estereótipo, como a idéia de que cientistas são meio malucos e pesquisam algo sem aplicação prática, como se quisessem descobrir o sexo dos anjos, é prejudicial à ciência', diz o biólogo Célio Magalhães, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). 'Uma sociedade que não entenda e não veja os benefícios que a ciência pode trazer não entenderá a necessidade de apoiá-la e financiá-la.'
Fã de Asterix e da tirinha do Calvin, Magalhães garante que não se enquadra em nenhuma caricatura de cientista. 'Tenho uma vida extracientífica perfeitamente
normal', diz. 'Os meus poucos hobbies são comuns a muitos, como escutar música, escolher as minhas preferidas e gravar meus CDs de obras clássicas e jazz para escutar quando estou no carro ou no meu laboratório. Também gosto de ler, especialmente histórias de espionagem ou relatos de explorações.'
Dr. Frankenstein - Apesar de assegurar que os cientistas são normais, Magalhães arrisca um palpite sobre de onde surgiu a idéia de que todo cientista não bate bem. 'Conhecendo alguns colegas, até que não é tão difícil entender de onde vem esse estereótipo do cientista 'meio maluco', diz. 'Afinal, quem pensaria ser uma pessoa 'normal' aquele cara que se afunda até o pescoço na lama do Pantanal, ou de rios, em busca de caranguejos ou camarões sem objetivos comerciais, só para saber de que espécies são?'
O doutor em glaciologia Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma explicação diferente para a origem dos estereótipos dos cientistas. 'O mito do 'cientista meio maluco', sem preocupações com o cotidiano, é recente', diz. 'Começou a aparecer nos filmes B de Hollywood na década de 1930. E depois tem sido explorado de várias maneiras pela TV e a mídia em geral.'
Para o físico Marcelo Knobel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no entanto, o mito é bem mais antigo. 'Ele deve ter surgido com Dr. Frankenstein,
criado em 1816 pela escritora Mary Shelley (1797-1851), que aparece como um cientista maluco', diz. 'A partir daí, surgiram inúmeros personagens de cientistas, alguns loucos, outros que queriam dominar o mundo, outros com invenções estranhas. E nesse sentido a nossa imagem foi sendo moldada pela literatura, pelo cinema, pelos quadrinhos. E o interessante é que alguns cientistas que tiveram muito espaço na mídia, como Einstein, por exemplo, se adaptaram bem ao estereótipo, reforçando-o.'
Tanto Simões como Knobel estão longe dessa caricatura. O primeiro, que coordena uma das redes de pesquisa do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), se considera uma pessoa comum. 'Sou um cientista de alto nível, treinado em uma das melhores Universidade do mundo (University of Cambridge, Inglaterra), com alta produção científica (pesquisador I do CNPq) e líder de grupo de pesquisa e da rede de pesquisas do Proantar', enumera. 'Mas sou casado há 20 anos, tenho dois filhos adolescentes e, portanto, preocupações comuns a todo marido e pai - educação, segurança, futuro dos filhos -, além de ver minha carreira ser desvalorizada pelo governo.'
Problemas iguais - De acordo com Simões, hoje um professor doutor com estágio de pós-doutorado e 15 anos de trabalho recebe salário líquido de cerca de R$ 3.500,00. 'Agora compare com o salário de R$ 3.700,00 que se oferece num concurso para a Polícia Rodoviária Federal, que exige somente 2.º grau', reclama. 'Ou seja, os cientistas sofrem os mesmos problemas do resto da sociedade. Eu, por exemplo, a muito custo, consegui só agora, aos 45 anos, comprar um apartamento financiado pelo sistema de habitação.'
Knobel, por sua vez, já cansou de ouvir pessoas dizer que ele 'não parece' um físico. 'Acho que, realmente, as pessoas esperam encontrar um personagem estereotipado, meio louco, desligado, descuidado com a aparência, com os cabelos despenteados', diz. 'Ou seja, elas estão esperando algo diferente do que realmente somos, que corresponda à sua expectativa de imagem.'
Ao contrário da maioria de seus pares, Knobel acredita que, por si só, o estereótipo não causa danos. 'O problema é que sempre seja relacionado com algo negativo', diz. 'O cientista, quando não é considerado meio bufão, brilhante, mas esquisito, descuidado, é considerado 'workaholic' ou mau, perigoso. Ou seja, quase sempre são características negativas e não há um contraponto positivo. Seria legal ver um contraponto, alguma imagem positiva. Nem heróica, nem esquisita, apenas normal, como uma pessoa que trabalha, tem família, tem hobbies, tem outras preocupações, ou seja, um cidadão comum.'
Imagem distorcida é universal
Crianças de vários países têm o mesmo modelo de pesquisador: homem de jaleco branco
A imagem do cientista como maluco, de gente que não é normal enfurnada em laboratório, não é exclusividade do Brasil. Ela é universal. Há vários estudos que
demonstram isso. Um deles foi publicado no livro Ciência e Educação - O Conflito Humano Tecnológico, do historiador da ciência Leopoldo de Meis, da UFRJ.
No capítulo A Visão da Ciência por Crianças e Adolescentes, Meis mostra os resultados de pesquisas que realizou no Brasil, nos EUA, na França, na Itália, no México, no Chile, na Índia e na Nigéria, com estudantes de três faixas etárias, 5 a 7, 10 a 13 e 15 a 17 anos. Como havia crianças que não saberiam se expressar de forma clara escrevendo, pediu-se a todos os pesquisados que desenhassem um cientista.
As imagens desenhadas praticamente por todas as crianças e adolescentes, em todos os países, eram muito semelhantes. 'Quase sempre foi a de um homem, de jaleco branco, trabalhando em um laboratório com vidraria, sugerindo um químico', diz Meis. 'Como desenhos eram semelhantes em todos os países, pode-se concluir que o fator cultural não influi na imagem que os jovens têm dos cientistas.'
O estudo mostrou, no entanto, algumas peculiaridades. Alguns estudantes brasileiros resolveram escrever, espontaneamente, um texto junto ao desenho que fizeram de um cientista. 'Em 18% das frases eles se referiam à ciência de forma positiva - 'ajuda a humanidade, ajuda as pessoas'', diz Meis. 'Em 20%, no entanto, as referências eram negativas - 'é perigosa, os cientistas são loucos'.'
Equações - Outra curiosidade das respostas foi que as equações matemáticas - o segundo elemento mais freqüente nos desenhos - apareceram com maior freqüência nas imagens feitas pelos estudantes da França, da Itália, do México e do Chile do que no Brasil e nos EUA.
'Também nos surpreendeu a ausência de computadores nas imagens, apesar de sua presença ser cada vez mais freqüente nos laboratórios e de aparecer em filmes associados a cientistas.' Em tempo: a vidraria também está sumindo dos laboratórios.
posted by Ligeirinho |
3:43 PM
Comentários:
11.3.04
Sobre maluquices para mudar o mundo
Existe algo mais desonesto do que heranças?
Não vejo nada demais que as pessoas acumulem riquezas devido ao seu próprio trabalho, inteligência e, vá lá, talento para ludibriar elegantemente os outros. Mas, se todos os homens nascem iguais, por que alguns nascem ricos e outros pobres?
Segundo Juliana, BBB4, autêntica filósofa contemporânea, as pessoas reencarnam ricas ou pobres de acordo com a grandeza de seu espírito. Apesar de achar a idéia obtusa e ridícula, não posso negar sua sinceridade pois, assim sendo, teríamos mesmo que aceitar riqueza e pobreza (inclusive extremas) como algo imutável. Pessoas que acreditassem nisso não teriam dificuldade em não se sentirem pequenas ao verem crianças maltrapilhas ou pessoas comendo lixo.
Como não acredito em reencarnação (e se acreditasse, certamente não seria dessa maneira) acho que heranças acima de um certo limite deveriam ser abolidas.
Os pais só deveriam poder deixar aos filhos suas próprias casas, lembranças e, principalmente, seu modo de vida, cultura e ideais. Propriedades, só as pequenas. Negócios, apenas os que não se desenvolveram o suficiente pra que o herdeiro tivesse realmente que trabalhar. dinheiro, muito pouco. todos teriam obrigação de gastar em vida o que conquistaram com o próprio esforço. E aos que defendem o capitalismo puro por achar que apenas a competição leva ao progresso, esse sistema seria certamente muito mais competitivo.
Seria justo. A mesma reta de largada para todos. A reta de chegada dependeria de cada um. E de repente, acumular dinheiro deixaria de ser a forma mais importante de se destacar e ser bem-sucedido. O único problema seria continuar achando compradores para as Ferraris e os iates!!
posted by Ligeirinho |
7:00 PM
Comentários:
10.3.04
Sobre coisas para escrever
Um recurso muito usado por que não sabe sobre o que escrever é justamente se falar sobre a incapacidade de escrever. Mas, convenhamos, muita gente já usou isso. Recurso manjadíssimo. E eu tenho que confessar que assuntos não me faltaram pra escrever - o que me faltou mesmo foi tempo, ou melhor, alguns minutos para respirar fundo, descontrair os ombros e se deixar guiar pelos dedos no teclado. Felizmente, meu trabalho de mestrado tem sido muito absorvente e não tem me deixado tempo para pensar em outras coisas.
Em todo esse tempo em que não escrevi, eu quis escrever sobre vários assuntos.
Sobre a solidão. Há algo mais solitário do que ter que tomar uma decisão crucial? Você pode consultar muitas pessoas, pedir conselhos, mas no final, sempre será apenas você decidindo.
Sobre a vida. Que diacho é isso? O que nos difere das formigas? Nossa passagem pelo mundo se resume a fazer parte de uma sociedade, sustentá-la, procriar e morrer para que no futuros outros façam o mesmo?
Sobre a guerra. Será que já houve uma guerra justa?
Sobre tolerância. Sobre o equilíbrio para nos orgulharmos do que somos e ao mesmo tempo não detestar que é de outro jeito.
Sobre Deus. Sobre o fato terrível de praticamente todas as religiões se sentirem as únicas donas da verdade. Sobre minha impressão de que Deus é tolerante o suficiente para permitir várias formas de conhecê-Lo. Sobre minha posição de que um ateu justo é muito mais respeitável do que um justo "temente" a Deus, ou de que pelo menos é merecedor do paraíso.. Sobre minha conclusão de que não deve haver uma única religião correta, e sim que para cada um há uma religião mais apropriada.
Sobre a amizade. Sobre como é desagradável ver amizades que pareciam sólidas serem consumidas pelo tempo, até que ao se encontrar, amigos pouco tem a dizer um para o outro, depois de contar todas as novidades. Sobre o fato de que já cheguei apensar que já conhecia gente demais, e que os amigos que eu tinha em bastavam, e hoje ver que noventa por cento dos amigos são recicláveis.
Viram como não me faltou sobre o que escrever? O pior é que, no fundo, tenho a impressão de que não escrevi mesmo por preguiça. E acho que fiz certo. Escrever é prazeiroso, mas transformar isso numa obrigação pode ser chatíssimo. Por essas e outras, agradeço por ter escolhido engenharia e não jornalismo.
posted by Ligeirinho |
11:44 AM
Comentários:
17.2.04
Sobre o Passado ser cada vez mais distante
Estava lendo sobre um filme (Mulheres Perfeitas) e vi que um dos protagonistas era "Mathew Broderick, de Godzilla".
Fiquei espantado. Para mim, Mathew Broderick seria sempre o de Curtindo a vida adoidado. Como alguém poderia se lembrar de um filme horrível como Godzilla e esquecer um clássico (bobinho, mas clássico) como Curtindo a vida adoidado?
posted by Ligeirinho |
3:09 PM
Comentários:
9.2.04
Mestre!!!!!
Quem entra espiar aqui deve ter reparado que não comento sobre minha vida explicitamente. Mas hoje vou fazer uma exceção.
Desde sexta-feira este humilde (nem tão humilde assim) engenheiro ( e ainda também não sou engenheiro: minha colação é na próxima sexta-feira) é um dos novos membros aceitos do PROGRAMA DE MESTRADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA NA UNICAMP!
Minha aceitação como aluno se deu em Dezembro, mas nada como ter a certeza de todos os documentos assinados para poder comemorar. Por mais que eu tivesse feito meu curso de engenharia aqui na UNICAMP, entrar no mestrado aqui, o único triplo A do Brasil se não me engano, é um grande motivo de orgulho. Espero poder corre sponder e dar ao país a contribuiçao científica que se espera de todos os pesquisadores que nosso país sustenta.
P.S.: Na verdade, é o curso de graduação de Engenharia Elétrica da UNICAMP quem tem um triplo A no provão. A avaliação da pós graduação em Engenharia elétrica daqui é
Minha área de concentração é em ELETRÔNICA, MICROELETRÔNICA E OPTOELETRÔNICA. Meu trabalho provavelmente será em um assunto novíssimo, Nanotubos de Carbono, que possivelmente deverá ser a nova tecnologia utilizada para a construção de semicondutores (como chips de computadores).
Serão entre 1 e 2 anos de muito estudo e dedicação, mas que com certeza valerão a pena!!!!
p.s.: Na verdade, o triplo A que mencionei é na graduação em Engenharia Elétrica (resultado que creio eu persiste desde que existe o provão). Na pós graduação, o mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica na UNICAMP é o único do pa'si que tem obtido nota 7 (nota máxima) na avaliação do CAPES, o que indica indica cursos consolidados de nível de excelência internacional. Poucas universidades (creio que todas públicas) possuem essa nota; no máximo são 10 a 15 cursos.
posted by Ligeirinho |
3:56 PM
Comentários:
3.2.04
Sobre a Inutilidade das Boas Intenções
Dias atrás, chegando em casa, uma esquina antes apenas, me deparei com dois cachorros "respeitáveis" (ou seja, grandes; logo, eu que sou baixinho, não sou respeitável) matando um filhote de gato, que se defendia com toda a violência que seu porte e idade permitia. Sem muita noção de por que eu estava fazendo aquilo, parei o carro, desci com a única coisa grande e comprida que achei (calma meninas, era apenas um guarda-chuva!) e comecei a bater nos dois cachorros com aquilo, enquanto minha namorada esperava dentro do carro, sem saber se me falava pra desistir (pois os cachorros poderiam desistir do gato e me atacar) ou se descia e tentava me ajudar . Como sou neto de português, ao invés de bater com o cabo, fiquei tentando espancar os cachorros com a outra ponta, muito mais macia. Resultado: um cachorro soltou o filhote de gato mas o outro nem ligou pra mim; saiu correndo com o filhote na boca. Depois de uma perseguição cômica, com dois cachorros correndo e disputando um gato a bocanhadas e eu atrás com um guarda chuva, vi que o gato já tinha morrido e desisti.
No fim de tudo, acho que a única coisa que consegui foi prolongar o sofrimento do filhote. Os cachorros tiveram o que queriam (será que eles iam comer o filhote ou só queriam matá-lo mesmo?) e eu fiquei sem meu guarda-chuva, que ficou totalmente quebrado depois disso tudo. Neste ponto, alguém pode perguntar: "Mas e daí? O que isso quer dizer? Que você sempre vai deixar as coisas seguirem seus cursos naturais?", ao que eu responderia, desanimado "Num sei amigo, mas, cá entre nós, eu já quebrei tantos guarda-chuvas......".
posted by Ligeirinho |
2:53 PM
Comentários:
15.1.04
Sobre dias nublados
Será que com todo mundo é assim?
De repente, você se dá contas que, por dias e dias, tem andado com os olhos no chão e que não saberia (exceto se noticiado na internet) que o céu tinha se tornado verde ou que as nuvens ficaram todas em forma de bola. Se dá conta também que as pessoas a sua volta tem parecido fantasmas (ou antes, que você tem sido um) e que você tem se comportado como uma bola de bilhar: se movendo de tempos em tempos, por pura reação e inércia, mas tentendo sempre a ficar parado.
A sensação é como a de acordar. Você conclui que praticamente tudo que disse ultimamente foi automático, que estava assistindo tudo como um vigia dentro de uma salinha escura monitora um prédio pelas câmeras. Lembra que conversou, que sorriu, que brincou, que até replicou e se irritou; mas no fundo sabe que parte de você, aquela parte que brilha, esperneia, chora e gargalha, não estava ali. Ou antes, estava, mas como mera expectadora.
Então, por um estalo, você volta a si. Há tanto para falar que você tem dez respostas para cada pergunta. Há tanto para ver que você não sabe se admira o profundo verde das gramas ou o hipnotizante azul do céu. Por fim, você entende que, se as pessoas depois que morrem renascem eu outro lugar com a mesma consciëncia e inteligência, deve ser essa exatamente a sensação: renascer. E você não terá nada mais do que um sorriso para retribuir ao mundo por essa oportunidade de continuar e recomeçar.
posted by Ligeirinho |
12:38 PM
Comentários:
7.1.04
Sobre a geração "Filhos da Liberdade"
É fato que os pais costumam transformar suas frustrações em projetos de vida para seus filhos. Pais que queriam ser médicos fazem com que os filhos estudem para isso. Pais que casaram cedo e se arrependeram fazem de tudo para que os filhos demorem mais para se casar. Pais que foram tímidos querem que os filhos seja extrovertidos...
No entanto, muito além disso, a maior herança que está sendo transferida para a geracao adolescente de hoje e a liberdade. A geracao que sentiu na pele a ditadura e a repressao tanto politica quanto social, dos anos 60 e 70 hoje educa seus filhos baseados em duas palavras que nem sempre se aplicam a educacao: democracia e diálogo (mesmo na politica, os cínicos já podem dizer que a democracia é uma péssima forma de governo, mas nada melhor foi criado ainda).
Essa noção absurda de hoje de que tudo deve ser discutido com os filhos, de que não se pode exercer a autoridade paterna e que tudo se resolve pelo diálogo pode parecer bonita sendo dita por algum ator global, mas, creio eu, na pratica acaba fazendo com que muitas criancas nao adquiram o senso de limite e se tornem pequenos sociopatas.
Talvez eu esteja errado, mas reparem coisas que hoje parecem normais: crianças interrompendo conversas de adulto deseducadamente sem serem advertidas; crianças chorando ao pedir algo (principalemten em shoppings) pçor que sabem que os pais não irão reprendë-las, e sim satisfazë-las; crianças das quais não se exige sequer que passem x horas estudando em casa por dia.
Mesmo em escolas, conheço professores que dizem que a orientação mais passada atualmente é que as aulas sejam atraentes (parece que os alunos não tëm mais a obrigação de aprender). Adolescentes enfrentam professores por que sabem que não serão punidos (em escolas particulares, chegam a declarar que os professores devem "ficar na deles" por que podem ser demitidos por reclamações dos alunos).
Hoje em dia, meninas de 13, 14 anos chegam 3, 4 horas da manhã em casa. Adolescentes fumam (isso sempre aconteceu) mas sem a preocupação de o fazer escondido (no máximo escondido dos pais). Parece estar se criando um consenso que os pais devem deixar os filhos adolescentes transarem em casa, em seus quartos, para assim não enfrentarem a violência nas ruas.
Cessou a noção de limite. Não são raros, felizmente, mas são poucos os pais que exercem sua autoridade sem se sentirem intimidados. Parece que se deve convencer a tudo, esquecendo-se que nem sempre o necessário é agradável e que quase sempre o desaconselhável é mais interessante do que o permitido. Então chegará um dia em que os pais terão que negociar com crianças de quatro anos para que elas não exijam comer um lanche no McDonald's ao invés de uma refeição equilibrada... "Mas isso já acontece!!!!!!!" dirão alguns.... Pois é... acontece sim... e sem prestar atenção, em pouco tempo acharemos isso normal.
posted by Ligeirinho |
1:23 PM
Comentários:
5.1.04
Sobre o Spring Love, a burka e a formiguinha Z
Litoral, fim de ano. A menos que se queira ficar em praias desertas, era impossível em toda a Ilha Comprida não esbarrar em pessoas dançando axé e funk (ou o que se chama de funk hoje em dia).
Tenho que confessar que um dos motivos pelos quais detesto esses estilos musicais dançantes e por que não sei dançar muito bem. Mais do que isso: posso ate aprender alguns passos, mas me recuso a decorar coreografias. Nesse ponto me identifico com a formiguinha Z do desenho, que se recusava a dançar como todo mundo. No entanto, a essência de tudo aquilo e justamente isso: todos dançando da mesma maneira musicas com letras assumidamente medíocres e com coreografias referenciando diretamente, sem nenhum pudor, motivos e movimentos sexuais.
Não sou exatamente um puritano, mas e preocupante essa vulgarização do sexo e do corpo feminino. É assustador ver meninas, crianças mesmo, rebolando sensualmente sob o olhar complacente dos pais. É assustador ver mulheres esclarecidas se proporem a se comportar como qualquer pista de dança fosse um mostruário de corpos exibidos como objetos sexuais.É deprimente ver essa "burka ao contrario", essa quase obrigação feminina em ter o corpo esculpido e exibido como um troféu a ser conquistado pelos machos mais afoitos. E, às vezes, é preferível nem ficar imaginando no que se tornara tudo isso daqui a cinco, 10 verões.
posted by Ligeirinho |
12:51 PM
Comentários:
5.12.03
Diálogo
- E aí, tudo bem!
- Tudo ótimo, como sempre!! Que bom você ter aparecido por aqui!!!!
- Pois é, voltei!!! Não vinha aqui há algum tempo!
- Viu como está vazio?
- Pois é.... Vazio mesmo.. Mas acho que assim é melhor. Me sinto mais à vontade.
- Verdade. Se estivesse cheio você diria "sinto-me".
- Ah ah. Você tem razão.Como eu sempre digo que tem.
- Aliás, você devia mudar isso. Ninguém mais suporta você dizendo que eu tenho sempre a razão.
- Mas se eu for mudar tudo que alguém não suporta não sei se sobra muita coisa. Acho que você seria o primeiro a ser despachado!!!
- Impressão sua. Todo mundo gosta de pessoas alegres e otimistas.
- Sei não. Tenho a impressão que os otimistas são meio odiados. As pessoas devem pensar assim "ah, um dia ou outro ele cai do cavalo e perde esse sorriso bobo".
- Estamos fleumáticos hoje hein!!?
- Você sabe que sou assim.
- Claro!! Quem mais do que eu, que sou chamado sempre para contrabalancear quando você começa a falar assim, saberia?
- Bem, tô indo nessa. Só passei aqui pra ver se estava tudo bem!!! Vejo que continua o mesmo.
- Ei, o trato não era você me levar embora daqui quando voltasse????
- Hmmmmm.. Deixa pra próxima ok?
posted by Ligeirinho |
11:15 AM
Comentários:
26.11.03
Sobre um tigre sarcastico e a bondade humana
Confesso que sempre fui muito cético em relacao à bondade humana. Numa tira de Calvin e Haroldo (tradução horrível. Prefiro o nome original, Hobbes) o tigre duvida da existência do diabo, pois não sabe se o homem precisa de ajuda para ser perverso. Acho que concordo com isso, embora nao duvide da existência de um ser destinado a aprimorar essa nossa tendência.
Entretanto, devido aos últimos fatos pelos quais passei e estou passando ( a doença do meu pai) vejo que, afinal de contas, as pessoas ainda são capazes de se solidarizar com o próximo, mesmo quando o próximo não é um parente, amigo ou "artista" .
Ver carros se desviando de maneira quase desastrada para a ambulância passar, subindo em cima das calçadas; ver enfermeiras chorando pelo desespero alheio, ver pessoas se oferecendo para serem acompanhantes, para ajudarem financeiramente ou simplesmente para suportar lado a lado a agonia da espera fez com que eu entendesse que, mesmo tendo a tendência de 'suportar com paciencia a cólica do próximo' ainda somos capazes de empatia, de ajudar pelo simples prazer ou dever 'cristão'. Se o mundo fosse o mundinho de atitudes e palavras que vi em volta de mim enquanto acompanhava e esperava pela recuperação do meu pai no hospital eu poderia certamente dizer que o tigre estava errado.
posted by Ligeirinho |
12:20 PM
Comentários:
17.11.03
Mais alguns dias sem postar!!!
Olá pessoal, quem está postando não é o Robson. Sou eu, Ediane, namorada dele.
Ele pediu que fizesse esse favor de avisar vocês que não vai poder postar nos próximos dias, pois está em Sorocaba resolvendo problemas de saúde na família dele.
Mas tudo indica que na próxima semana ele volta. Vamos torcer e esperar!!!!
Até mais..
posted by Ligeirinho |
1:06 PM
Comentários:
6.11.03
Sobre tijolos, trombones e suicidas
Há algum tempo, sempre que uma amiga minha me via, ela me olhava e dizia "tijolo!!!!", e eu caía na risada. Acho que isso começou em um dia em que eu havia bebido muito vinho, mas não vem ao caso). Nem sei qual era a situação em que ela fez isso pela primeira vez, mas sempre funcionava. Não era forçado, simplesmente me dava vontade de dar risada ao vê-la falar isso.
Atualmente acontece a mesma coisa com a palavra trombone (e com o instrumento em si'). Eu penso nela e me dá vontade de rir. Ok, concordo, não sou normal, mas vocês também não acham uma palavra engraçada? Imaginem, um sujeito todo sério, engravatado... alguém lhe pergunta "o que vc faz?" e ele responde "Eu toco trombone". Imediatamente ele tira um trombone de algum lugar e começa a tocar com toda a pompa. Fuó fuó fuóoooo...
Acho que esse devia ser um teste para suicidas potenciais. Se conseguissem ficar impassíveis vendo trombonistas de gravata
tocando com seriedade, poderiam ir adiante. De que vale a vida se você não consegue rir dessas coisas?!?!?!?!
posted by Ligeirinho |
9:19 AM
Comentários:
30.10.03
Sobre sonhos e decepções
Os sonhadores costumam ir muito além do que as pessoas normais têm coragem de ir. Sonhadores devem ser ousados, e a ousadia tem seu preço, que vai muito além de ser chamado de visionário ou ter que ouvir aqueles que não se arriscam explicando o que se fez de errado.
O sonhador é como um lobo selvagem correndo atrás de sua presa no meio de uma matilha. Os lobos mais fracos, ao verem que a caçada demora e que não será fácil, fingem-se cansados e param pelo caminho, um a um. Apenas ele mantém-se fiel ao que queria.
Se ele consegue alcançar sua presa, terá apenas para si a glória solitária de devorá-la. Se, entretanto, alcançá-la for realmente impossível, ele fatalmente terá que parar. Então, olhará para os lados e para trás e não verá ninguém e, ao olhar para frente, verá que seu sonho já sumiu. E se a lua estiver cheia, ele uivará para ela tão tristemente que quem ouvir seus uivos e ganidos se arrepiará ao sentir que esse lobo está chorando.
posted by Ligeirinho |
7:50 AM
Comentários:
21.10.03
Sobre uma poesia que escrevi para minha namorada
Para quem gosta de poesia, abaixo está uma, inocente e singela, que dediquei para minha namorada pouco depois de nos conhecermos. Talvez alguns não gostem, achem boba e coisa e tal. Mas ela gostou, e acho que é o que importa. Deixar alguém feliz deve ser o suficiente para que uma poesia mereça existir!
E de Ti
Que falo de Edi?
Que tem olhos belos
Castanhos singelos
Que solta sem aviso
Seus doces sorrisos
E ama beijar???
Que é muito doce
Também carinhosa
Suave, cheirosa
Que muito me abraça
E fica sem graça
Se muito eu lhe olhar?
Que quando se irrita
Com a testa franzida
E louca da vida
Mais doce lhe vejo
E tenho o desejo
De mais lhe irritar?
Que no telefone
Fala sem rodeios
Sem pausa, floreios
Que nunca enrola
E diz "tão tá joia"
Se quer desligar?
Que tem os cabelos
Pretos, cacheados
Encaracolados
Lindos, indefesos
Cruel deixa os presos
sem nunca soltar?
Que pensa em silêncio
Olhando o infinito
E quando lhe fito
E vou perguntando
O que está pensando
Se nega a falar?
Por que falar algo
Se tudo que quero
Se sendo sincero
O que eu desejo
Sempre que lhe vejo
É so lhe beijar
posted by Ligeirinho |
2:00 PM
Comentários:
15.10.03
Sobre motoristas selvagens, a delicadeza feminina e uma receita para um mundo um pouco mais bonito.
Homens, muito mais do que mulheres, modificam razoavelmente seu caráter quando assumem o volante de um carro. Se quer ver se um homem é correto, dê-lhe poder. Se quer ver se ele consegue refrear seus mais básicos instintos de competição, dê-lhe um carro.
Em um carro, o espaço pessoal de um homem aumenta. Fora, você pode considerar intruso qualquer um que se aproxime a menos de meio metro, um metro de você. Dentro de um carro, qualquer um que fique a menos de 5, 10 20 metros já está perigosamente próximo.
Se um homem repara que outro está olhando torto para ele, pode até deixar passar. Mas uma cortada no trânsito geralmente não passa incólume. Brigas acontecem assim. Mortes.
Mulheres no volante (quase sempre) não são assim. Apesar de se irritarem como (e com) os homens, não levam tudo tão a sério. Afinal, mulheres não são treinadas desde bebês para competir, como nós homens somos. Mulheres não param o carro para descer e tirar satisfações e não são tão tentadas a participarem de rachas!
Então, um mundo melhor, um pouquinho melhor, existiria se começássemos a deixar apenas as mulheres dirigirem! Todas as habilitacões masculinas caçadas, e a proibição de homens frequentarem auto-escolas ou se sentarem ao volante. Claro que haveria muitos problemas. Nem todos teriam suas mulheres para os levarem de um lado para o outro, mas com certeza elas, com sua capacidade inata de resolverem problemas, logo contornariam essa situação (imagine os homens, por lei, serem obrigados a pegar carona todo dia com uma mulher diferente? Talvez até houvesse quem não gostasse, mas....)
Alguém mais topa lançar essa campanha?!?!?!?
posted by Ligeirinho |
11:50 AM
Comentários:
9.10.03
Sobre o tempo e sobre a primavera
Nascimento, crescimento, reprodução e morte. Infância, juventude, maturidade e velhice. A cada ano, a cada vida, a natureza nos reensina que o mundo se move em ciclos. O tempo não vai para frente, como todos imaginamos, mas move-se em um círculo eterno. Era assim que os antigos astecas pensavam: seus historiadores eram também seus oráculos; prever o futuro era possível por meio do que já havia acontecido no passado.
Os problemas tão particulares e que nos parecem nunca antes vividos por ninguém são os mesmos (apenas mais bonitinhos e moderninhos) que outros já viveram há anos, décadas, séculos. Repetimo-nos incessantemente, tanto a nós mesmos quanto a outros. A própria história podera ser contada em quatro páginas, caso não se citasse datas e personagens!
A primavera é parte desse ciclo, que também repetimos incessantemente em nossas vidas. A época de se renovar e de mostra ao mundo que se está vivo. Casualmente, parece que as vezes as pessoas também acompanham os ciclos da Terra, e há quem se mostre nesses dias de primavera em que estamos mais contente e impulsionado a mudar a própria vida, a recriá-la a partir das próprias folhas secas caídas ao chão.
Será que acompanhamos junto com a Terra seu ciclo? Não creio. Acho que recriamo-nos sempre, a cada decepção, a cada inverno, renascemos logo em seguida, não por que somos fortes, não por que somos jovens de corpo ou espírito, mas por que o tempo, ou a natureza, assim nos exige. Não temos opção, enquanto vivemos. Recriar-se e renovar-se incessantemente depende apenas de quantas vezes formos magoados indelevelmente ou auto-destruídos irrecuperavelmente.
Triste deve ser a vida daquele para quem toda manhã é uma nova primavera!!
P.S.: Voltei!!! Meus estágios e minha iniciação científica estava exigindo 145% de mim!!! Felizmente agora tudo está voltando ao normal
posted by Ligeirinho |
3:34 PM
Comentários:
18.9.03
Sobre Talento, qualidades natas, trabalho e dedicação
O Brasil é o país do talento. Nossa cultura valoriza o gênio, os que nascem com dons especiais, e quase nunca valoriza o esforçado, aquele que conquista sua competência através do esforço árduo e permanente.O povo brasileiro admira e aplaude o talento, mas torce o nariz para a dedicação. Um jogador de futebol que passa a noite em baladas e no dia seguinte joga bem é muito mais admirado do que um que passa 4 horas por dia treinando chutes a gol. O cientista que passa 10 anos para chegar a uma descoberta importante (ou talvez nem tão imprtante assim, mas uma descoberta, de qualquer maneira) é muito menos valorizado que o empresário que num golpe de oportunismo ganha uma pequena fortuna.
Se alguém consegue tirar uma nota alta em uma prova difícil, tascam logo uma etiqueta de inteligente no sujeito, sem perguntar quantas horas de sono e diversão ele perdeu pra chegar a tanto (embora existam aqueles que realmente o sejam e não precisem de muito esforço para chegar a um resultado excepcional, mas logicamente são poucos). O mesmo vale para quem passa em um vestibular difícil, em um concurso público, arranja um ótimo emprego, beija a Ana Paula Arósio, etc.
Por que será tudo isso? Talvez seja mais fácil você dizer pra si mesmo "ah, ele tem talento! Nem adianta eu me esforçar que nunca vou conseguir fazer o que ele faz" do que dispender energia e correr atrás do que se inveja. Enfim, é muito mais fácil admirar e colocar quem consegue o que almeja em um pedestal superior do que correr atrás do que se quer.... concordam?
posted by Ligeirinho |
8:39 AM
Comentários:
5.9.03
Sobre a bunda...
Segundo Ana Paula Arósio a bunda é sem graça e só serve pra sentar (que menina sem imaginação). Grande engano!!! Não indo longe, o próprio som da palavra "BUNDA" já serve para muita coisa!! Pra começar, nossa "BUNDA" é muito mais sonora que o equivalente em outras línguas. Um cronista, não lembro qual, já disse que é impossível dizer "BUNDA" de uma maneira tímida, para dentro. Você tem que se soltar, colocar os dois lábios para fora; o "b" estala, o "n" prolongando o "u" dá um som onomatopaico de uma pequena explosão... Pessoas tímidas tem dificuldades com essa palavra.
Segundo (devia ser terceiro, não? aliás, de onde vêm, essa expressão, segundo?) um colega de trabalho, a bunda brasileira (claro, a bunda feminina) é realmente admirada pelo mundo todo. A teoria é que a miscigenação possibilitou que a natural "abundância" negra fosse combinada com a característica indígena de curvatura acentuada do final da coluna, criando o que estamos cansados de ver (bem, nem tão cansados assim) e que dificilmente é encontrada em outro lugar. Será verdade?
... E sobre o pum
Ainda sobre a bunda, dizem que o pum é uma tentativa de fazer a bunda falar. De qualquer forma, o pum fala muita coisa: ouvi esses dias que você só solta pums sem constrangimento quando está com pessoas com que tem um certo nível de intimidade.
Extrapolei a idéia e imaginei o pum sendo usado como linguagem social: o seu chefe chega na sua sala e solta um sonoro pum, demorado e cheio de plocs e fus, enquanto você, intimidado com a hierarquia, solta apenas um leve traque bem rapidinho! Ou então, dois amigos, se encontrarem, ao invés de se cumprimentarem, soltam sonoros pums e caem na gargalhada. Irmão mais velhos ensinando irmão mais novos a soltarem pums mais longos ou mais intensos, e explicando o tipo de pum certo para cada ocasião. Imagine o pum dos apaixonados: aquele leve, soprando, sem barulho, quase um suspiro! As reuniões de família se tornariam autênticos torneios de pums, com os mais velhos levando vantagem devido à experiência e os mais novos devido ao arrojo, soltando por exemplo pums inflamáveis.
E, como o mundo é mundo, alguém um dia inventaria uma bebida ou comida pra deixar o pum perfumado... duvidam?
posted by Ligeirinho |
8:51 AM
Comentários:
26.8.03
Sobre um fato observado: A gaitista na beira da estrada.
A manhã é sempre a mesma. As seis horas, academia. As sete, banho. Sete e meia, ligar o carro. Sete e trinta e cinco, sair. Sete e cinquenta, estacionar. Sete e cinquenta e cinco, ligar o computador.
Mas ali, antes de chegar ao trabalho, na última curva, duranta vários dias, algo quase interrompe o fluxo matinal de acontecimentos. Parada, na beira da estada, sem olhar para nada nem ninguém, uma gaitista toca seu instrumento despreocupadamente, como se a beira da estrada fosse o sofá de sua casa.
Que rotina louca é a dela? O que ela faz ali? Por que ficar à beira da estrada durante dias seguidos, suportando o frio e o vento e tocando concentadamente sua gaita?
Os dois locutores berram no rádio, mas não ouço nada. Minha mente viaja como se eu tivesse desligado o rádio e dirigindo no piloto automático. Descubro que na verdade, acabei de acordar. Não havia pensado nada até aquele momento, desde que acordara. O primeiro pensamento que tive foi sobre ela.
Fico pensando o que a levaria a estar ali. Provavelmente esperando uma carona. Mas a impressão forte, de alguém vivendo, aproveitando a beira da estrada, fria, perigosa e sob o olhar de todos para tocar suavemente uma gaita sem que ninguém mais além dela escutassse me fez pensar. Me fez ter vontade de parar e perguntar o que ela fazia. Me fez querer parar e, sem dizer nada, sentar e escutar sua gaita. E me fez pensar: estaria ela na beira da estrada ou estaríamos nós?
posted by Ligeirinho |
1:00 PM
Comentários:
21.8.03
Sobre a riqueza e a nobreza
Duas mortes recentes: Roberto Marinho e Sérgio Vieira de Mello
Sobre Roberto Marinho, o homem, nada a dizer. Esse direito é apenas de quem o conheceu. Sobre o cidadão, empresário e jornalista (?), creio ele que não fez nada pelo país além do que qualquer magnata faria, pelo simples fato de ter dinheiro. Usou a riqueza e o poder para fazer e desfazer coisas. Apoiou a ditadura, usou meios de comunicação para atacar inimigos, para eleger presidentes e impedir outros de serem eleitos.
Sérgio Vieira de Mello merece o aposto de "um grande brasileiro". Ia às fronteiras de perigo onde as Nações Unidas atuava. Fazia funcionar a máquina de paz da ONU, muito mais heróica que a máquina de guerra dos EUA. África, leste europeu, oriente médio... quem, exceto alguém movido por uma nobreza de espírito, se disporia e até se alegraria em trabalhar em lugares assim, em tempos traumáticos de pós guerra, pós conflitos?
Deixo uma citação de Sérgio Vieira de Mello que mostra até que ponto um homem amar sua aldeia pode significar que ele consegue entender e ajudar o mundo todo:
'Quem gosta de ver seu país ocupado? Eu não gostaria de ver tanques estrangeiros em Copacabana.'
posted by Ligeirinho |
9:31 AM
Comentários:
18.8.03
Sobre o que é preciso para ser feliz.
Todos buscamos a felicidade. Ou pelo menos, é o que responderíamos se alguém perguntasse. Mas qual felicidade? E o que é felicidade? A resposta mais objetiva que já recebi foi que ser feliz é poder fazer tudo que quiser. Não sei se concordo.
Acho que a felicidade absoluta é algo tão instantâneo, tão passageiro, que nossos esforços para procurá-la e prendê-la são risíveis (Não que nos esforcemos tanto assim). Quando tentamos, devemos nos assemelhar a selvagens querendo prender o fogo entre as mãos ou gatos correndo atrás da própria sombra ou de um facho de luz. Um momento absolutamente feliz é algo tão sutil, tão rápido e tão delicado que a própria percepção de que estamos sentindo a felicidade absoluta pode acabar com ela.
Não sei devemos passara vida tentando engarrafar a felicidade. Quem sabe o o importante não seja exatamente ser feliz, e sim ter uma vida tão rica, tão cheia de momentos alegres e de surpresas, que esses momentos felizes acabem sendo os incontáveis flashes com que Deus registra nossa história nesse mundinho tão estranho e tão bonito.
posted by Ligeirinho |
9:37 PM
Comentários:
14.8.03
Sobre a Imprevisibilidade da Vida
Não há nada mais arriscado do que se permitir viver. Nunca sabemos para onde o nosso próximo passo está nos levando, nunca sabemos até que ponto estamos caminhando firme e convictamente em direção à glória ou à ruína.
Por ,mais que isso possa ser um tanto quanto amedrontador para algumas pessoas, creio que o fato de nunca sabermos o que vai nos acontecer torna a vida muito mais divertida. Você pode estar planejando que hoje a noite estará jantando em um restaurante muito bom, e acabar parado no meio da rua, sob a chuva, molhado, trocando um pneu sob as luzes dos carros que passam em velocidade por você. Voçê pode achar que em uma no estará sentado confortavelmente na mesma cadeira do mesmo escritório do mesmo emprego que vc tem hoje e descobrir-se daqui a um ano viajando de camelo pelo interior do Marrocos.
A vida seria triste, muito triste, se desde criança tudo fosse previsível. Se não tivéssemos as ilusões de que quando crescêssemos seríamos bombeiros, astronautas, médicos. Seria triste saber de antemão como seria nossa vida, que você casaria com 25 anos e teria 3 filhos, dois meninos e uma menina. Saber se a carreira profissional desaguaria em sucesso ou em mediocridade.
Nossas possibilidades são limitadas. Eu, por exemplo, nunca serei um astro do basquete ou galã da novela das oito. Mas não saber o que o futuro nos reserva permite-nos ignorar as impossibilidades e sonhar que não há limites, que tudo, tudo é possível.
posted by Ligeirinho |
8:20 AM
Comentários:
6.8.03
Sobre homens, cachorros, calças Forum e Magnuns 44
Cachorros costumam brigar para determinarem quem é mais forte. Raramente cachorros brigam até a morte. Quando um cachorro sente que foi vencido, muitas vezes deita-se e oferece o pescoço (e aprópria vida) ao vencedor que, magnânimo, despreza a oferta e dá briga por encerrada. Ao ganhador, as fêmeas que quiser e puder, os melhores ossos. Ao perdedor, o que sobrar.
Quase todos animais que vivem em sociedade possuem formas, quase sempre violentas, de estabelecer hieraquias. E o homem não é diferente.
Ententanto, em quantas qualidade, capacidades ou posses podemos nos medir? Quem é o melhor entre 2 homens? O mais forte? O mais inteligente? O mais bonito? O mais rico? o que se veste melhor? O que tem uma arma e a coragem (ou melhor, estupidez) de usá-la?
Creio que, ao mesmo tempo que o homem tem muitas mais capacidades que um animal, ele ainda possui o instinto básico de se colocar na posicão superior em relação ao outro. Ostentar riquezas, ostentar músculos ou usar uma arma para calar o outro ou tomar-lhe aquilo que faz dele melhor do que si é herança animal que o homem, século após século, carregará por incontáveis gerações.
posted by Ligeirinho |
5:44 PM
Comentários:
Sobre motoristas selvagens, a delicadeza feminina e uma receita para um mundo um pouco mais bonito.
Homens, muito mais do que mulheres, modificam razoavelmente seu caráter quando assumem o voltante de um carro. Se quer ver se um homem é correto, dê-lhe poder. Se quer ver se ele consegue refrear seus mais básicos instintos de competição, dê-lhe um carro.
Em um carro, o espaço pessoal de um homem aumenta. Fora, você pode considerar intruso qualquer um que se aproxime a menos de meio metro, um metro de você. Dentro de um carro, qualquer um que fique a menos de 5, 10 20 metros já está perigosamente próximo.
Se alguém lhe olha atravessado na rua, um homem pode até deixar passar. Mas uma cortada no trânsito geralmente não passa incólume. Brigas acontecem assim. Mortes.
Mulheres no volante (quase sempre) não são assim. Apesar de se irritarem como (e com) os homens, não levam tudo tão a sério. Afinal, mulheres não são treinadas desde bebês para competir, como nós homens somos. Mulheres não param o carro para descer e tirar satisfações e não são tão tentadas a participarem de rachas!
Então, um mundo melhor, um pouquinho melhor, comecaria a surgir se deixássemos apenas as mulheres dirigirem! Todas as habilitacões masculinas caçadas, e a proibição de homens frequentarem auto-escolas ou se sentarem ao volante. Claro que haveria muitos problemas. Nem todos teriam suas mulheres para os levarem de um lado para o outro, mas com certeza elas, com sua capacidade inata de resolverem problemas, logo contornariam essa situação (imagine, os homens, sem carro, sendo obrigados a pegar carona, por lei, cada dia com uma mulher diferente? Talvez alguns não gostasssem...).
Então, alguém mais topa começar essa campanha?!!?!?!?
posted by Ligeirinho |
5:28 PM
Comentários:
31.7.03
Sobre o comportamento do novo século
Cada um por si.
Se você não está preparado para o jogo, ou não joga muito bem, fique do lado de fora assistindo e não atrapalhe.
Ninguém é obrigado a ser educado com todo mundo.
O mundo não foi feito para todos.
Diga-me em que shopping vais e te direis quem és.
Nem todos são iguais, portanto nem todos merecem o mesmo tipo de julgamento.
Um garçom não é uma pessoa, é um garçom. Ser grosso com ele é ser grosso com uma ocupação e não com uma pessoa. Idem com faxineiras.
Pessoas que não nos importam são invisíveis.
A vida é um jogo. Ganha quem chegar no fim com mais dinheiro.
Legal né? Acima, tentei resumir em algumas frases um tipo de comportamento que, embora creio que infelizmente sempre tenha existido, parece se manifestar atualmente em alguns segmentos mais jovens de maneira acentuada e, principalmente, aberta. A única que é uma citação é a última, dita por um personagem infantil de um especial da Globo.
posted by Ligeirinho |
8:28 AM
Comentários:
29.7.03
Sobre os últimos dias: cinco minutos de fama
Passar essa semana com meu link na página de entrada do blogger foi muito legal. De um dia para outro meu blog passou a ser visitado com muito mais freqüência do que eu estava acostumado.
Consegui, a partir disso, ver como diversos posts meus eram lidos por diferentes pessoas. Felizmente, tive muito mais elogios do que críticas. Algumas críticas nem mereciam ser lidas, outras me preocuparam bastante pois senti que as vezes eram de pessoas que pensavam como eu. A discordânci as vees era simplesmtne por eu não conseguir me expressar tão claramente quanto devia. Teve também quem tenha comentado apenas para fazser propaganda do próprio blog, mas espero que esses tenham lido algo do meu blog e guardado qualquer impressão, por menor que seja.
Quanto a brincadeira da altura, também foi uma grande falha minha! Quis brincar com ela (tenho 1,63m) mas parece que não me expressei bem. Muita gente achou que eu tinha 1,84m e me achava baixinho!!!!
E é isso aí pessoal. Agradeço enormemente a quem me elogiou... estou satisfeito pelas pessoas que me adicionaram em seus ICQ's e Messenger's. Espero que alguns de vocês gostem do que leram e voltem com freqüência!!!!! Obrigado!!!
posted by Ligeirinho |
5:00 PM
Comentários:
26.7.03
Sobre Grandiosidades e Trivialidades
Não há quem não tenha grandes planos. Todos nós, um menos outros mais, imaginamos que o futuro nos reserva surpresas grandiosas, desejamos com ardor que aqueles sonhos e projetos que temos quando colocamos a cabeça no travesseiro, logo antes de dormir, se realizem e se confirmem.
No entanto, nada como o dia a dia para retardar calmamente tudo que imaginamos. Podemos sonhar em fazer grandes coisas, em realizar grandes projetos, mas dia a dia somos obrigados a se preocupar com coisas mínimas que, no final das contas, acabam sendo o que mais fazemos na vida. Trabalhar em algo que não nos agrada, pagar contas, preocupar-se com dinheiro (e mais ainda com a falta dele), comprar papel higiênico, lavar a louça.... no fim do dia, só resta-nos mesmo consolar-nos no travesseiro, renovando os sonhos de todo dia e imaginando que, um dia ou outro, essas trivialidades serão superadas e teremos tempo para finalmente deixar de sonhar e finalmente realizar.
posted by Ligeirinho |
8:44 PM
Comentários:
24.7.03
Sobre ser Baixinho
Ser baixinho não é bom nem ruim. Eu não seria eu mesmo se tivesse 1,90 (pouco mais do que os 1,84m que tenho... é que de perto parece menos..BEM MENOS..). Se eu tivesse 1,90m, 1,80m, 1,70m seria outra pessoa, nem melhor, nem pior mas diferente. Ser baixinho faz parte da minha formação, de como eu vejo o mundo (e ants que algum engraçadinho diga, NÃO é de baixo para cima) e de quem eu sou e deixo de ser.
Implicitamente não há nada ruim em ser baixinho! Se nosso único alimento fossem frutas que nascessem em árvores altas, seria ruim! Se as pessoas ganhassem de acordo com a altura também. Em termos de brigas, também não vejo problemas. Quer dizer, quantas vezes na vida você entra numa briga?!?!? eu mesmo, que me lembre, faz uns 8 anos que não apanho (acho que estou ficando mais comportado e menos folgado e invocado)!
O ruim mesmo são as mulheres altas!!!! *r* Minha namorada fica mais alta que eu de salto, mas faço questão que ela use quando quiser, por que ela fica muito elegante! Mulheres de salto ficam mais sexys para mim (e acho que para muitos outros). Existe uma piadinha que fala sobre as vantagens da posição de um baixinho durante uma transa com uma mulher alta que é muito engraçada (deixo pra imaginação de vocês descobrir o que é).
Então, mulheres altas, esqueçam do preconceito. Eu sei que não há nada que combine tão mal quanto um homem de 1,60m com uma mulher de 1,90m. Mas esqueçam disso. Quando virem um baixinho charmoso (exceto eu, que já tenho minha Ediane), liberem seus instintos maternais. Coloquem esse baixinho no colo ( e claro, não parem por aí) e o façam feliz!!!!!! Então, vocês verão que um baixinho pode ser muito mais "homem por centímetro" do que os outros homens!!!!!!! *r*
posted by Ligeirinho |
6:20 PM
Comentários:
Sobre voyeurismo, perfeccionismo, timidez e críticas.
Claro, com tantas pessoas entrando nesse blog, surgiu a vontade de postar algo novo. Sem tempo e sem inspiração, me vi esses dias perdendo vários "cinco minutos"na frente da tela com um propósito firme e apenas uma pergunta na cabeça: escrever sobre o que?
Respostas não faltaram: o simbolismo do incêndio da torre Eiffel, no momento em que o mundo começa a sentir que os tempos da Europa se foram e o império de mil anos dos EUA está começando. Sobre festas, sobre celulares, sobe dançar, sobre andar de ônibus.
Todas elas me pareceram insossas. A sensação de que muitas pessoas estão me lendo (não apenas minha namorada e minha prima, pra quem eu sempre posso explicar algo se eu escrever mal e elas não entenderem exatamente o que eu quis transmitir) faz com que surja a vergonha de estar sendo observado (afinal, toda vez que você escreve deixa passar um pouco sobre o que você realmente pensa e sobre quem você pensa que é), quse como se eu estivesse nú. Além disso, a vontade de fazer algo bem feito, faz com que surja o grande precipício do perfeccionismo: com vontade de fazer algo muito bem feito, você acaba não fazendo nada.
Não sou perfeito, e para quem continuar lendo esse blog, espero continuar sendo criticado. Se todos concordassem com que eu escrevo, seria sinal que estou escrevendo coisas óbvias demais. Alguém já disse que toda unanimidade é burra.
Vou tentar também colocar os posts e as idéias absurdas que me vierem à cabeça (que não são necessariamente reflexo do que eu penso. É legal as vezes você propor algo simplesmente pra fazer as pessoas lerem e pensarem) sem nenhuma censura do tipo "ah, vão me achar babaca", "vão dizer que sou ingênuo, bobo", etc.
Então, me aguardem! Posts novos a caminho!!!!
posted by Ligeirinho |
5:41 PM
Comentários:
23.7.03
Sobre um fato: ser "Blogs of note"
Legal estar lá. Não que isso signifique algum mérito, mas por saber que muitas mais pessoas do que as minhas duas leitoras fiéis (minha linda e maravilhosa namorada Ediane e minha prima Querida Débora) estão lendo as coisas sem sentido que escrevi.
Vi que muita gente levou a sério demais alguns posts. Teve quem me achasse homófobo ou enrustido. Bem, para esses recomendo que não se prendam numa leitura superficial, e que vejam os posts antigos. Para os que gostaram, espero que voltem um dia. Se quiserem colocar links daqui nos seus blogs, a vontade!! Para todos que deixaram seus blogs, aguardem minhas visitas. Abraço a todos!
PS.: coloquei 2 posts antigos de volta por que queria que as pessoas os lessem. O post sobre Preconceito e Discriminacao (que eu ia repostar) esta logo abaixo, no dia 05/06.. ele pode ser visto como contraponto ao "Censura das Minorias".
PS2.: Comentem bastante e critiquem a vontade!!! E não apenas esse post!!! O da rodoviária, por exemplo, só tem 2 comentários!
PS3: Descobri que tenho 3 leitoras assíduas!!! Brigadu Elaine!!!
PS4: Carol, nao sei qual sua assiduidade, mas vc precisa comentar mais viu???? A menos que isso te deixe, brava, o que nao e dificil! *r*
PS5: Surpresas: leitores fieis que eu naum sabia que existiam: Nanda e Elaine. Contando a Carol, ja sao 4 que entraram aqui mais de uma vez!!!!
Obrigado aos novos leitores que juraram fidelidade: Renata, Tonio, Rodrigo, Camila.... depois completo a lista.
posted by Ligeirinho |
8:35 AM
Comentários:
Sobre um fato observado: Despedida na rodoviária
A namorada o abraça, fica pendurada no pescoço dele, por que ele é bem mais alto que ela. A mãe dela está ao lado, observando e encantada com os dois. Quase todos já entraram no ônibus, mas ele continua ali, tentando retardar o máximo o momento de ir. Ela a beija, o segura, enquanto que ele a abraça e quase a balança de um lado para outro, a ponto de uma das pernas dela ficar se movendo como um pêndulo para lá e para cá. Finalmente, não há mais como esperar: praticamente todos já embarcaram. Eles se despedem, e quando ele se solta ela ainda lhe faz algumas recomendações, ou diz que lhe ama, não sei. Ele entra no ônibus, e tem a expressão de despreocupação de quem vai viajar com a certeza de voltar. Ela fica do lado de fora, olhando para dentro do ônibus, com uma cara triste, quase chorando. Para disfarçar, começa a olhar para as próprias unhas, tirando com os dentes uma cutícula imaginária, e é observada pela mãe, que olha para as mãos da filha, para a ,mesma cutícula imaginária, sem dizer nada. O ônibus parte, ela o segue comos olhos, procurando o namorado e tentando lhe dar um último adeus, mas não consegue. Fica parada, com a mãe ao lado, triste, mas não tão tristes como nós, mero observadores, embevecidos e enciumados com aquela cena ingênua e tocante, tendo que se contentar em viajar sem ninguém ali se despedindo daquela maneira.
posted by Ligeirinho |
8:28 AM
Comentários:
Sobre um filme que ainda não assisti: Faroeste Caboclo, o filme
Fiquem calmos, fãs do Legião!!!! O filme não existe e, pelo que eu sei, ninguém ainda tenciona fazê-lo. mas não entendo por que ainda não surgiu um maluco disposto a isso. A história é ótima, um épico. Brasília, o nordeste, regime militar, preconceito, tráfico de drogas, a redenção do personagem pelo amor de uma mulher, a morte heróica...
Faroeste Caboclo teria platéia garantida ente os milhões de fãs do Legião Urbana. Se bem feito, superproduzido, será um ótimo filme. E nem será preciso se preocupar muito com a trilha sonora, que está pronta!!! Imagino até o final, com Maria Lúcia se atirando na frente de João de Santo-Cristo para protegê-lo do último tiro e morrendo com ele, enquanto toca o final da música. De repente pára tudo.... a pausa na música .... e a câmera comeca a girar freneticamente em torno dos dois caídos no chão enquanto Renato grita: "sofreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer".
Vocês também não iriam correndo ao cinema pra assistir, mesmo sabendo o final??? Acho que sim. Senão, ninguém teria ido assitir "Romeu e Julieta" (embora houvesse pessoas na saída do fime que lamentavam por eles terem morrido no final rs).
posted by Ligeirinho |
8:26 AM
Comentários:
24.6.03
Sobre algo curioso: Desenhos animados "alegres"
Alguém sabe se o Piu piu é um canário ou uma canária? Não? Nem eu! Mas cá entre nós, se ele for canarinho ele é bem viadinho!! E diga-se de passagem, um viadinho bem fdp, pelo tanto que ele sacaneia o gato (qual o nome do gato?).
Vocês já repararam no Jerry, do Tom e Jerry? Ele é um rato!! Mas diferente do Ligeirinho (esse eu garanto que é macho!!!), ele sempre faz umas poses meio gays, dá umas reboladinhas femininas, e já deve ter aparecido algumas vezes vestido de mulher. E, para variar, também sacaneia com o Tom.
O Pica-Pau e o Pernalonga são casos engraçados!!! São durões, até parecem machos, mas sempre que possível se vestem como mulheres!!! Parecem não perder uma única oportunidade de se travestirem.
Não sei ao que remete tudo isso. Longe de mim supor algum tipo de conspiração holywoodiana, como achar que algum tipo de mensagem subliminar de incitação ao homossexualismo está presente nesses desenhos. Mas com certeza há um padrão: no Piu-piu e no Tom e Jerry, o bichinho viadinho é sempre o mais esperto, enquanto o outro é sempre meio infantil e estúpido. Será que os desenhistas e roteiristas desses desenhos são na maioria viados e se vingam assim dos heterossexuais?!?!??!?! *r*
posted by Ligeirinho |
12:13 PM
Comentários:
17.6.03
Sobre algo que me incomoda: A censura das minorias
Uma vez vi uma menina, com piercings no rosto todo, dizendo que ficava incomodada por que todo mundo olhava para ela, como se ela fosse diferente. Também vi pela televisão, certa vez, em um encontro de tatuagens e piercings, um gordão todo tatuado e penduricalhado, dizendo que o barato mesmo era ver as velhinhas olhando para ele e fazendo o sinal da cruz.
Os indivíduos de minorias marginalizadas costumam ter simultaneamente esse dois comportamentos, cuja conjunção é certamente paradoxal. Se irritam se são tratados como diferentes e também se irritam se são tratados como iguais. Eu posso perguntar para um descendente de italiano qual dos seus ascendentes veio da Itália. Mas perguntar para um mulato ou negro a mesma coisa pode criar um certo constrangimento. Eu posso chamar um amigo meu excessivamente branco de "Rato Branco", mas não posso fazer o mesmo para um negro, ou, ao menos, não com um negro que eu não saiba ser razoavelmente descontraído. Creio que possa até ser preso.
Antes de qualquer atitude com um negro, homossexual, gordo, baixo, cego, mudo.....que, se você tomasse em relação a alguém que você não considera ser de alguma minoria lhe soaria normal, pense bem. Muitas vezes pessoas que se sentem nessa condição irão associar qualquer aspecto que lhe desagrade do que você fizer ou disser (o modo, para quem, as palavras que usou) com a discriminação que essa minoria sofre.
Talvez venha daí a mania circunloquial que prevalece atualmente: gordinhos agora são "fortinhos", negros e mulatos são "moreninhos". Essa é a maneira da homem médio se defender de ser acusado de ser racista, de ser homófobo, de ser preconceituoso. Eu mesmo vejo isso muitas vezes. Algumas pessoas mais sensíveis quando precisam se referir ao fato de eu ser baixinho (e para o qual, não existem meias palavras) ficam sem jeito, como se ao me chamarem de baixinho eu pudesse entender isso como ofensa.
Enfim, esse é o equilíbrio dos dias de hoje. Minorias tentam se afirmar constrangendo pessoas sempre que conseguem associar comentários ou atitudes ao preconceito e discriminação, e pessoas fugindo disso adotando essa postura pouco natural de não se referir às coisas pelo seu nome ou mesmo evitando expressar algumas palavras e idéias perigosas.
Finalizando, vou parafrasear Veríssimo, o filho, que escreveu certa vez que o tímido é um egocêntrico ao contrário, pois ao entrar em um lugar fica todo vermelho, por crer que é o centro das atenções que todos estão olhando para ele. Acontece a mesma coisa com o minoritário: acredita também que o mundo todo age de acordo com sua peculiaridade, e o que todos fazem ou deixam de fazer em relação a ele tem relação direta com isso..
posted by Ligeirinho |
11:29 AM
Comentários:
Sobre Matrix Reloaded: um trecho da crônica de hoje de Arnaldo Jabor
...'Matrix' é um 'cult' programado, criando uma saladinha tirada de textos 'sagrados' ou humanistas, frases pinçadas dos 'vedas', do 'I Ching', de bobagens de Jung, palavras soltas de Buda, Tarot, magia negra, formando um painel holístico e meio místico, para disfarçar e legitimar o videogame escancarado.
posted by Ligeirinho |
9:41 AM
Comentários:
9.6.03
Sobre uma frase: Pedir é melhor do que roubar
Essa é a frase preferida daquelas pessoas que entram no ônibus e começam a contar alguma história triste para pedir dinheiros aos "senhores passageiros".
É engraçado como todos utilizam a mesma entonação monocórdica de voz, sem altos e baixos (acho que esse tipo de entonação aumenta a impressão de que sejam pessoas desanimadas com a vida e sem perspectivas), como todos tem o mesmo olhar perdido e como todos têm histórias parecidas. Provavelmente, todos imitam o primeiro cara que fez isso e que descobriu que dava certo.
Já fiquei sabendo que alguns chegam a intimidar os "senhores passageiros" quando sentem que o discurso não sentiu efeito. Nota-se bem que eles se sentem no direito de serem reembolsados por se submeterem a tamanha humilhação, e que essas intimidações na verdade mostram a atitude que eles gostariam de tomar com todos aqueles que olham para eles com a expressao nítida de quem abe que, na maioria das vezes, não passam de enroladores.
Quanto a frase, "pedir é melhor do que roubar', acho que ela tem sentido apenas no sentido legal da coisa: Pedir para mim, está no mais baixo patamar que um ser humano chega para conseguir dinheiro e significa basicamente que ele não se considera apto a fazer nada de valoroso, que sua única mercadoria é a auto-humilhação. Entre um pedinte, que se humilha e usa sua humilhação e o constrangimento alheio para arrancar o seu dinheiro, e um punguista, que, sem mesmo que você note, consegue enfiar a mão em bolsos que até você tem dificuldade em colocar e tirar dali seu dinheiro, acho muito mais digno de admiração (ou melhor, menos vergonhoso) o segundo. O punguista, pelo menos, demonstrou alguma habilidade e, de uma maneira desonesta (mas sem precisar usar a força, só a habilidade), fez por merecer aquele dinheiro que lhe tomou. O pedinte não, mas não se engane: na maioria das vezes, se ele pudesse, enfiaria a mão nos seus bolsos, tiraria todo seu dinheiro e ainda te dava um tapa na cara.
posted by Ligeirinho |
5:18 PM
Comentários:
Sobre animadores de cinema, cabeçudos, empurradores de poltrona e lanterninhas curiosos
Houve tempo em que os filmes eram mudos e era necessário que concomitante à exibição do filme um pianista fizesse a trilha sonora ao vivo. Hoje, o filmes não sao mudos, mas ainda temos aqueles que se dedicam a criar uma trilha sonora ao vivo: os animadores de cinema.
Não sei por que, mas creio que 8 entre cada 10 adolescentes (alguns nem tão adolescentes assim) se imaginam mais engraçados que o Jim Carrey e mais talentosos que Spielberg. Assim, acho que acreditam que os outros comedores de pipoca preferem ouvir suas gracinhas a se concentar no filme que está passando. De modo mais geral, creio que essa falta de educação crônica que se manifesta nos cinemas (pelo menos nos que eu vou) onde moleques ficam conversando em voz alta para todos ouvirem e pessoas atendem celulares como se estivessem no meio da rua é um sintoma dos dias de hoje: não nos sentimos no direito de reclamar dessas faltas de civilidade ou, ainda pior, temos medo de que sejamos respondidos com ameaças de violência, mesmo em se tratando de moleques que mal acabaram de aprender a assoar o próprio nariz.
Outra sina que tenho, fora a dos animadores de platéia, são os cabeçudos: não importa que filme eu assista, não importa que eu chegue adiantado ou atrasado: a menos que o cinema esteja vaziíssimo, 5 minutos depois de eu sentar entrará um cabeçudo e sentará na minha frente. E, antes que eu esqueça, existem também os empurradores de poltrona, que se sentam atrás de vc e usam a encosto da sua poltrona para vibrar os pézinhos, como se vc estivesse solicitando algum tipo exótico de massagem.
Outro habitante de cinema bem inconveniente é o lanterninha curioso. Você está lá, bem no meio do filme, agarrado com sua menina, e de repente um cara enfia a luz em você pra ver o que você está fazendo! Santa curiosidade! Lanterninhas que fazem isso, que vão onde estão aqueles casaisinhos isolados, que não incomodam ninguém, só pra enfiar a lanterna e deixar as pessoas constrangidas deviam ser processados por inavsão de privacidade!!!!
Uma boa sessão de cinema, para mim, inclui eu, um pacote de pipoca bem apimentado, uma latinha de skol, minha namorada do lado e os animadores de cinema, cabeçudos, empurradores de poltrona e lanterninhas curiosos em outro sala.
posted by Ligeirinho |
4:58 PM
Comentários:
5.6.03
Sobre opiniões e conselhos
Opiniões e conselhos se parecem muito com "pums" (o famoso peido): por lei, você não é proibido de emiti-los em qualquer lugar ou circunstância, mas não pode achar que as pessoas gostem, nem obrigá-las a isso.
Diz o Ditado (esse tal de ditado devia ser um velho muito faladeiro) que se conselho fosse bom não era dado, era vendido. Detesto aderir a esses ditados, mas esse me parece ótimo: quando se levanta qualquer problema (pessoal, profissional, acadêmico, artístico, sexual) são poucos os que não tem uma opinião taxativa sobre o assunto, e quase sempre todas discordantes, o que nos leva ao fato óbvio de quase todas devem estar erradas.
O mesmo motivo leva a entender por que conselhos são dados tão facilmente: quase todos tem a mesma validade descrita acima para as opiniões; ou seja, a maioria não tem valor nenhum. Eu mesmo sempre qu possível me recuso a dar conselhos, pois quase sempre sei o que eu faria no lugar da pessoa que está me pedindo, e, levando-se em conta que, em relação a mim mesmo, cometo muitas burradas com a mesma certeza, acho que meus conselhos seriam tão úteis para outra pessoa quanto um bronzeador para um norueguês.
posted by Ligeirinho |
4:24 PM
Comentários:
4.6.03
Sobre um sentimento contraditório: Ciúmes
Nós, os não-ciumentos, somos frequentemente acusados de sermos insensíveis ou não amarmos. Diz um ditado: "Só não sente ciúmes quem não ama."
Não acho que isso seja verdade. Para mim, se você fica desequilibrado quando vê sua namorada conversando normalmente com outro cara sem que você saiba o que eles estão falando, ou se fica irritado quando sua namorada fala de um amigo, você está demonstrando insegurança, não amor.
Tenho a impressão que as mulheres adoram homens ciumentos. Ponto contra mim. Já vi conversa entre garotas em que elas se gabam de como seus namorados as trancam, as impedem de fazer isso ou aquilo, não deixem que vistam esse ou aquele tipo de roupa.... e falam tudo isso como se estivessem contando vantagem. Se gabam com mais orgulho disso do que se seus namorados se preocupassem com a vida delas, as presenteassem, as mimassem e confiassem na sensatez delas para amizades, roupas, etc.
Os tempos mudam, as mulheres são cada vez mais modernas, arrojadas, com iniciativa. Mas sempre resta algo de Amélia em muitas delas!!!!
posted by Ligeirinho |
1:19 PM
Comentários:
27.5.03
Sobre um livro: O livro dos Insultos de H. L. Mencken
O livro é uma compilação realizada por Ruy Castro, dos textos publicados em jornais por H. L. Mencken. Henry Louis Mencken (1880 - 1956) foi um jornalista (entre outras coisas) que parecia se sentir atribuído da missão de tirar as máscaras que encobriam a verdade sobre as pessoas, os mitos, a moral, os costumes e as idéias de seu tempo. Foi um iconoclasta muito ativo: criticava as igrejas (praticamente toda, mas dedicou uma especial devoção contra o protestantismo), alguns artistas (considerava a pintura uma arte menor, e praticamente desprezava o cinema, a TV e o rádio), algumas idéias (debochava da religião em geral, do criacionismo, da democracia, da monogamia, do casamento, entre outros).
Dono de um cinismo mordaz e de um senso de observação agudo, Mencken era, admirado ou temido por amigos (que não deviam ser muitos) e inimigos (os quais ele parecia cultivar com fervor). É fascinante a leitura de suas colunas jornalísticas: você podia não concordar com suas opiniões, podia ser a favor das idéias ou pessoas que ele atacava, mas não consegue deixar de lê-lo ou notar que seu raciocínio é quase sempre correto.
Agumas citações interessantes:
"A consciência é uma voz interior que nos adverte de que alguém pode estar olhando."
"Acredito que é melhor ser livre do que ser um escravo. Acredito que é melhor dizer o que se pensa do que mentir. E acredito que é melhor saber do que ser um ignorante".
"Ópera em inglês, em geral, tem tanto sentido quanto beisebol em italiano"
"Um homem perde o senso de orientação após quatro drinques; uma mulher após quatro beijos."
"O amor é como guerra: fácil de começar, mas muito difícil de terminar."
"Pode ser um pecado pensar mal dos outros. Mas raramente será um engano."
"As pessoas raramente reconhecem a oportunidade porque ela surge disfarçada em trabalho árduo."
posted by Ligeirinho |
3:04 PM
Comentários:
19.5.03
Uma citação ótima, mas de um sujeito que se leva a sério demais:
"O primeiro passo para a maturidade intelectual é habituar-se a buscar as realidades e os conceitos por trás das palavras, em vez de deixar-se impressionar pelas associações emocionais que a linguagem corrente foi depositando nelas."
Olavo de Carvalho, O Globo, 19/05/2003
posted by Ligeirinho |
5:14 PM
Comentários:
Sobre pessoas que querem ser levadas a sério
Nào tenho a pretensão de ser uma pessoa que os outros levam a sério. Melhor ainda, tenho a ousadia de dizer que poucas pessoas me levam a sério, e tenho orgulho disso. Uma das únicas que me levam a série é a minha namorada, principalmente quando estou contando piadas.
Lendo algumas coisas que escrevi aqui, alguém pode achar que estou sendo contraditório (afinal, algumas dessas ligeirices parecem ter a pretensão de serem sérias. Não são. Quase sempre, sem que você perceba, estou rindo da seriedade com que vc está lendo *r*), mas a contradição é, no mínimo, uma forma inteligente de enfrentar a seriedade e as opiniões definitivas.
Pessoas que se levam muito a sério me dão nos nervos. As vezes, secretamente, me pego a observar e me deliciar com tais indivíduos: o tempo todo agem como se tivessem uma platéia os assistindo, ou como se fossem o personagem principal de algum filme, e tivessem sempre que demonstrar responsabilidade, bom senso, ser o centro das atenções e fazer os comentários filosóficos mais profundos, pois o que dizem pode estar sendo anotado para a posteridade.
Pessoalmente, nada a contra. Levar-se muito a sério é, em última instância, um razoável estilo de vida. Mas o fato é que nem sempre pessoas sérias tem algo sério a dizer. Ainda mais, nem sempre o que há de sério para se dizer merece ser dito de uma maneira séria. Que o digam os cronistas, Veríssimos e Pratas da vida, que nos divertem falando de coisas sérias sem nenhuma pretensão de estarem escrevendo um tratado.
Não ser levado a sério (exceto profissionalmente) é minha opção de vida. Se for pra se comportar como se estivessem me filmando, prefiro pensar que sou personagem coadjuvante da minha própria história, daqueles que só ficam torrando *r*. Fora a seriedade!!!!!! Meu estilo de vida não admite que eu deixe uma criança passar sem mostrar a língua pra ela ou que alguém diga perto de mim "que Mário???" sem que, pelo menos em voz baixa ou na minha cabeça, eu responda.
A vida é curta e irônica demais para ser levada a sério!!!! E tenho dito!!!!
posted by Ligeirinho |
5:03 PM
Comentários:
15.5.03
Sobre o comentário do meu primo Fernando
A respeito de uma Ligeirice que eu escrevi sobre um sujeito que se sente mal ao não se oferecer para carregar o material de um sujeito "sexualmente alternativo" (Sobre o Preconceito e a Discriminação), meu primo, Fernando, fez o seguinte comentário:
Você pode considerar, por exemplo, que ele fez a parte dele carregando as coisas para uma pessoa apenas. Se ele se sentiu obrigado em se oferecer para carregar as coisas do indivíduo apenas por ele fazer parte de um grupo normalmente excluido, então ele é sim discriminador. Porque estaria oferecendo uma vantagem a uma pessoa por não ser "normal". Entende o que quero dizer?
Entendo exatamente o que o Fernando quis dizer. Na Ligeirice em questão, o "herói" estava ente o impulso inicial, que seria o de também se oferecer para carregar o material do "rapaz alegre", e o de se preservar, evitando que as pessoas o associassem a esse tipo de pessoas.
No entanto, o tipo de comportamento descrito pelo Fernando é extremamente interessante, é o que eu chamaria de "Paternalismo com as minorias". É o que está acontecendo, por exemplo, na questão das cotas para negros em universidades públicas, assunto tão discutido e do qual eu ainda possuo opiniões contraditórias.
Quanto às minorias em geral, acho que a sociedade é construída, erroneamente, para os normais, ou seja a maioria, teoricamente. Mas, sinceramente, não acredito na existência de pessoas normais. Nos diferenciamos por nossas "anormalidades". Se todos fôssemos iguais, com a cara do Sílvio Santos, o corpo da Sheila Carvalho, e a personalidade do Galvão Bueno o mundo seria muito chato (até concordo que no começo isso seria muito cômico). No entanto, somos sempre empurrados socialmente para a normalidade, assim como a gravidade leva a água para o oceano. O diferente incomoda.
A sociedade, para mim, seria perfeita se ela fosse passível de ser composta de cidadãos todos diferentes um dos outros, como se cada um viesse de um planeta. Uma sociedade em que humanos, klingons, elfos, hobbits, thanagarianos e outros seres, cada um com suas habilidades, potencialidades e limitações, vivessem usufruindo da sociedade, dos espaços, das oportunidades e dos relacionamentos sem nenhuma restrição causada pelas suas diferenças.
Nosso mundo está muito longe disso. Por isso, as vezes são necessárias ações que, embora inicialmente possam ser consideradas paternalistas, na verdade apenas funcionam para corrigir distorções causadas pela nossa sociedade devido a sua tendência para "normalizar" as pessoas e considerar o '"normal" o único padrão possivel de existência e comportamento.
posted by Ligeirinho |
5:17 PM
Comentários:
13.5.03
Sobre um filme: Carandiru
O principal a ser dito sobre o filme: todos devem assistir.
Como demorei um pouco para vê-lo, ao ir ao cinema eu já tinha várias opiniões allheias influenciando meu julgamento. Mas, de maneira resumida, minhas opiniões sobre o filme (muitas repetindo o que algume já havia me dito) foram:
- O som está ruim. Cidade de Deus tinha uma qualidade de som muito melhor, mas Carandiru deixa a a desejar. Em um filme brasileiro, o som é um aspecto muito crítico, pois não temos as legendas.
- Muita gente não gostou do final, com os presos falando sobre o massacre. Eu achei válido. Um filme imparcial seria chato demais. Além disso, Babenco foi fiel ao livro, onde Dráusio Varella explicita que ouviu apenas um dos três lados da histórias (os outros dois seriam os policiais e Deus).
- Há inversões interessantíssimas no filme, como o fato de o relacionamento mais equilibrado da história ser homossexual (o travesti Lady Di e o "Sem Chance"), ou que o código de leis entre os presos ser mais rígido, ou pelo menos mais obedecido, que o código da sociedade.
- Outra cena interessante foi antes da partida de futebol, quando todos os presos cantam o hino nacional. Em contraste com os jogos da seleção brasileira, onde os jogadores só mexem os lábios fingindo cantar (pois, via de regra, não sabem metade da letra) ou mascam chicletes, no filme todos se comportam com decência e até com orgulho durante a cantoria.
- Apesar de não ter um foco narrativo em um personagem (mesmo o narrador, Dráusio Varella, ficou sem profundidade nenhuma) o filme teve ótimos personagens. Santoro, como Lady Di, estava perfeito (segundo minha namorada, apenas musculoso demais) e Majestade, aquele personagem que tinha duas mulheres, sozinho daria um outro filme.
posted by Ligeirinho |
11:48 AM
Comentários:
6.5.03
Sobre o Preconceito e a Discriminação
O preconceito ocorre quando você tenta classificar e encaixar as pessoas de acordo com algumas características, do meu ponto de vista. Preconceito é dizer que todo negro tem samba no pé, que japonês é estudioso, que todo campineiro é viado, etc.
Discriminação é quando você trata as pessoas de maneira diferente, de acordo com alguma classificação: empregadas tendo que usar as portas do fundo e comendo em talheres separados, torcedores do Corinthians sendo parados sem motivos em batidas policiais, ou um pai achando motivos pra filha não começar a namorar alguém cromaticamente diferente dela...
Ambos são como meias furadas: todo mundo tem, as vezes até usa, mas poucos admitem.
Imagine um sujeito razoavelmente esclarecido, que se considera alguém quase isento de preconceito ou que pelo menos tenta se livrar dos próprios preconceitos quando os identifica. Ele está no ônibus, sentado, quando para ao lado dele alguém segurando o material com certo desconforto. Alguém normal. Ele se oferece educadamente para levar o material. Ele se sente até confortável por ter sido educado, e nem liga para o desconforto que causa segurar o seu material e o de outra pessoa.
De repente, para ao lado dessa uma pessoa um amigo dela. Completamente viado, daqueles que usam saia, falam afeminado e fala dos homens como se fosse uma mulher. Quando esse amigo está entrando no ônibus alguns indivíduos do outro lado já gritam comentários, sobre ele não poder sentar e a hemorróidas. O viado em questão pára junto da pessoa de quem nosso herói está segurando o material e fica ali, também desconfortável com o seu.
Nosso herói hesita, e acaba não sendo educado. Não se oferece para carregar o material do indivíduo sexualmente alternativo, eaté faz de conta que nem reparou. Não quer ser identificado com ele, não quer que achem que ele tem amizade com essa figura. Depois de alguns instantes, cai em si: foi atingido pelo preconceito, praticou discriminação, e nem sequer pode consertar mais as coisas, pois até ficaria estranho fazer algo depois de tanto tempo. O mal foi feito, e por instantes, ele sente que esteve do outro lado da trincheira, do lado que não luta o bom combate.
posted by Ligeirinho |
6:12 PM
Comentários:
Ainda sobre as obrigações de quem faz universidades públicas
Comentário do meu amigo Akira:
Não que eu esteja contra a idéia de você, como engenheiro de uma escolinha pública, contribuir ao país. Mas gostaria de tentar enriquecer (ou estragar) tua mensagem. O fato de uma pessoa ir ao exterior não quer dizer necessáriamente que ela não contribuirá ao país. Ela sempre (sempre?) pode voltar ao país natal e provavelmente com uma bagagem cultural mais rica, o que a permitiria contribuir melhor. É o caso de fazer uma pós-graduação no exterior. Afinal qualquer outra escola americana ou européia é melhor que a tua (para os que não sabem a última afirmação foi brincadeira). E mesmo que você (por patriotismo?) "resolva" continuar na "terra brazilis", se você for trabalhar numa empresa tipo... tipo... Phhyllypps, quem você estará ajudando mais: o Brazil ou os países baixos? E, para concluir, esse pessoal que fala que "o melhor é você ir para o exterior" (e nunca mais voltar?), eles falam isso porque eles acham que o Brazil não tem mais jeito (mas são patriotas durante a Copa) ou porque não querem mais te ver?
Akira, essa opinião não é definitiva, mas sim um ponto de partida. Mas vc sabe que alguns amigos nossos não hesitariam em ir para fora do Brasil sem nenhuma ntenção de voltar ou trazer uma bagagem técnica para ser utilizada no Brasil, e mesmo para quem tenta pensar de uma maneira mais patriótica essa possibilidade é tentadora.
Você sabe, é claro,que na área que eu mais gosto, microeletrônica, as oportunidades reais são lá fora, onde há até carência de profissionais na área.Você deve saber também que, embora o governo tenha a intenção de catalisar o desenvolvimento dessa área, muito pouco foi feito de concreto nesse sentido. Assim, a chance de que alguém que decida atualmente se formar e partir para esse mercado no exterior volte um dia e seja útil para o enriquecimento do Brasil são pequenas, vistoq ue há chances de que essa intenção não passe disso e que continuemos sendo meros importadores dessa tecnologia.
Qto a quem faz pós no exterior, acabam em uma situação complicada: se o cara não volta, e fica como pesquisador lá fora mesmo, o dinheiro que o país investiu se erdeu; se ele volta, não vai encontrar muitas oportunidades de trabalhar com pesquisa,sem contar que financeiramente vai ser tão bem tratado como aquelas pessoas que passam de casa em casa pedindo comida.
Assim, como você mesmo disse um dia, se for para investir tanto dinheiro para que engenheiros saiam da Unicamp eoutras universidades desse porte e sejam pesquisadores e profissionais na Europa e nos EUA, seria mais coerente que se deixasse de aplicar essa grana no ensino universitário e se aplicasse no ensino fundamental, onde os resultados seriam certamente mais proveitosos
Quanto ao seu argumento de quem eu estaria ajudando ao trabalhar na Philips, não tenho a mínima idéia da resposta. quanto ao povo que não gosta de me ver por perto, eles costumam sim me mandar para um lugar, mas não é para o exterior não.....
posted by Ligeirinho |
5:44 PM
Comentários:
5.5.03
Sobre Talento, qualidades natas, trabalho e dedicação
O Brasil é o país do talento. Nossa cultura valoriza o gênio, os que nascem com dons especiais, e quase nunca valoriza o esforçado, aquele que conquista sua competência através do esforço árduo e permanente.O povo brasileiro admira e aplaude o talento, mas torce o nariz para a dedicação. Um jogador de futebol que passa a noite em baladas e no dia seguinte joga bem é muito mais admirado do que um que passa 4 horas por dia treinando chutes a gol. O cientista que passa 10 anos para chegar a uma descoberta importante (ou talvez nem tão imprtante assim, mas uma descoberta, de qualquer maneira) é muito menos valorizado que o empresário que num golpe de oportunismo ganha uma pequena fortuna.
Se alguém consegue tirar uma nota alta em uma prova difícil, tascam logo uma etiqueta de inteligente no sujeito, sem perguntar quantas horas de sono e diversão ele perdeu pra chegar a tanto (embora existam aqueles que realmente o sejam e não precisem de muito esforço para chegar a um resultado excepcional, mas logicamente são poucos). O mesmo vale para quem passa em um vestibular difícil, em um concurso público, arranja um ótimo emprego, beija a Ana Paula Arósio, etc.
Por que será tudo isso? Talvez seja mais fácil você dizer pra si mesmo "ah, ele tem talento! Nem adianta eu me esforçar que nunca vou conseguir fazer o que ele faz" do que dispender energia e correr atrás do que se inveja. Enfim, é muito mais fácil admirar e colocar quem consegue o que almeja em um pedestal superior do que correr atrás do que se quer.... concordam?
posted by Ligeirinho |
5:47 PM
Comentários:
Sobre escolhas
Viver é fazer escolhas. Quando você ainda é um espermatozóide, alguns cromossomos vão para lá, outros para cá, e a natureza já decidiu se aquele espermatozóide, que será sorteado para gerar você, será X ou Y, menina ou menino. Nos seus primeiros dias, quando você talvez chore ou fique quieto para conseguir que a dor passe ou que lhe dêem de mamar, você já estará dizendo ao mundo se você será um chorão ou um durão. Com alguns meses, quando você preferir ou não ficar sentado ou engatinhando ao invés de tentar ficar fragilmente em pé para tentar agarrar algum brinquedo bonitinho que alguém chacoalha para lhe estimular, você já estará decidindo se será precoce ou não, mesmo sem querer.
Aos 5 anos já será tarde para você dar umas cambalhotas a mais e se tornar um ginasta olímpico. Aos sete, você já não poderá dizer que aprendeu a ler antes de todos os outros. Aos 10 anos já não poderá ser um menino prodígio no piano ou no xadrez. Aos 15, já será tarde para começar caso você deseje ser uma super modelo.
Viver é fazer escolhas, querendo ou não. A cada instante, a cada pequena escolha da sua vida, uma infinidade de possibilidades de futuro simplesmente deixam de existir. Aos 18 anos já pode ser tarde para você ser o primeiro homem da sua mulher. Aos 25 será complicado você decidir ser médico ou ser músico.
Viver é como ser uma formiga, e ser obrigado a subir em uma imensa árvore, sem poder voltar para trás. A cada passo para cima, a cada galho novo que surge, existe ua escolha da qual não é possível fugir, pois o tempo não pára e você estará sempre subindo. Assim, a cada galho que vc escolhe, dezenas de outros são preteridos, e infinitas coisas, boas ou más, não poderão mais acontecer com você.
Então, somos sempre essa formiguinha indecisa, subindo atordoada, sem saber o que escolher na maioria das vezes, sem saber se permanece no galho em que está, sólido e forte, ou se escolhe o ramo delicado que se estende em direção ao sol. A única escolha que nunca podemos fazer é de não fazer escolhas. Caminhamos inpreterivelmente pra o extremo dessa imensa árvore, sem nunca poder voltar atrás, até que num último ramo, na última folhinha, quando não houver mais para onde subir, só nos restará julgar enfim se foram feitas as escolhas certas, e se iremos morrer sorrindo ou chorando.
posted by Ligeirinho |
5:33 PM
Comentários:
Sobre as obrigações de quem faz universidade públicas
Não são poucas as pessoas que, ao me interpelarem sobre o que desejo fazer da minha vida depois que terminar a faculdade (sempre tenho a sensação de que estão perguntando pra pessoa errada *r*), sugerem ou levantam a possibilidade de que seria vantajoso para mim tentar trabalhar fora do Brasil. Ente os tantos argumentos contra isso que tenho (onde os mais simples são de que não me adaptaria fora do Brasil) o mais sério diz respeito a como é quase desonesto alguém usufruir de uma universidade pública no Brasil e depois ir para outro país. Quando você cursa uma universidade pública, o governo está investindo uma soma considerável na sua formação (o custo da formação de UM engenheiro, por exemplo, deve ficar entre cinquenta e cem mil reais, acredito) o que acarreta uma obrigação moral de reverter isso para a sociedade. Graduar-se e ir atuar fora do país equivale, do meu ponto de vista, a receber adiantadamente por um trabalho e não realizá-lo ou, pior, realizá-lo numa empresa concorrente.
Muitos criticam a gratuidade do ensino universitário no Brasil e esse é um dos argumentos utilizados: o governo investe e não há retorno. Se surgissem porpostas para instituir uma quarentena, ou seja, um período mínimo no qual o graduado deveria permanecer no Brasil, eu seria a favor, inicialmente, embora não tenha pensado ainda em todos os prós e contras. Outra idéia nesse sentido que seria favorável seria a obrigação do graduado por universidade pública em realizar um período de serviços civis ao final do curso, a fim de reverter diretamente para a sociedade parte do que adquiriu em conhecimento.
posted by Ligeirinho |
4:37 PM
Comentários:
22.4.03
Sobre um fato observado: Despedida na rodoviária
A namorada o abraça, fica pendurada no pescoço dele, por que ele é bem mais alto que ela. A mãe dela do lado, observando e encantada com os dois. Quase todos já entraram no ônibus, mas ele continua ali, tentando retardar o máximo o momento de se ir. Ela a beija, o segura, enquanto que ele a abraça e quase a balança de um lado para outro, a ponto de uma das pernas dela ficar se movendo como um pêndulo para lá e para cá. Finalmente, não há mais como esperar: praticamente todos já embarcaram. Eles se despedem, e quando ele se solta ela ainda lhe faz algumas recomendações, ou diz que lhe ama. Ele entra no ônibus, e tem a expressão de despreocupação de quem vai viajar com a certeza de voltar. Ela fica do lado de fora, olhando para dentro do ônibus, com uma cara triste, quase chorando. Para disfarçar, começa a olhar para as próprias unhas, tirando com os dentes uma cutícula imaginária, e é observada pela mãe, que olha para as mãos da filha sem dizer nada. O ônibus parte, ela o segue comos olhos, procurando o namorado e tentando lhe dar um último adeus, mas não consegue. Fica parada, com a mãe ao lado, triste, mas não tão tristes como nós, mero observadores, embevecidos e enciumados com aquela cena ingênua e tocante, tendo que se contentar em viajar sem ninguém ali se despedindo daquela maneira.
posted by Ligeirinho |
1:21 PM
Comentários:
16.4.03
Sobre algumas pessoas: a irritante platéia do Jô Soares
Para mim, o programa do Jô seria muito mais interessante se a platéia fosse um pouco menos "babona" no Jô Soares. TODAS as piadas que ele conta são engraçadas para aquela platéia, que chega ao cúmulo de imterrompê-lo para aplaudir e delirar. Acho que diversas vezes já riram das piadas antes que ele terminasse de contar. Quando ele dança então, a platéia se comporta como se Fred Astaire estivesse ali no lugar do Jô. Quando Jô faz alguma piadinha durante uma entrevista, a platéia ovaciona tanto que ele é obrigado a parar. Se no entanto, algum entrevistado zoa com a cara dele, poucas vezes é aplaudido. Não lembro de ter visto, mas creio que alguns que tentaram já foram vaiados por essa platéia tão pouco exigente.
O Jô é inteligentíssimo, não há dúvida. Extremamente culto, muito bem informado, e muito engraçado (mas não sempre). No entanto, acho que sua platéia devia aplaudi-lo menos. Quem sabe suas piadas melhorassem e suas entrevistas, que já são ótimas, melhorassem ainda mais um pouco. Talvez ele abandonasse o hábito de perder a entrevista mas não perder a piada ou então de querer saber mais sobre a especialidade do entevistado do que o próprio.
posted by Ligeirinho |
1:37 PM
Comentários:
Sobre duas palavras: consensual e acordado
Algumas palavras da língua portuguesa são estranhas. Consensual é derivada de consenso. Uma decisão é consensual quando foi obtida a partir de um consenso. N entanto, se você pronunciá-la em uma conversa com um grupo de pessoas, fatalmente alguém irá dar uma risadinha, associando-a com sensual. Resta saber como se obtém uma decisão consensual *rs.
Acordado. Não sei se a expressão está correta, mas costuma-se dizer, quando todos estão de acordo sobre um assunto, que algo foi acordado. Acho estranha a expressão, mas já a vi sendo usada. No entanto, falar em uma reunião, por exemplo, que "todos estão acordados quanto a questão" pode fazer com que quem esteja dormindo fique assustado, achando que estão falando dele. *rs.
posted by Ligeirinho |
1:28 PM
Comentários:
14.4.03
Sobre uma coisa: A guerra do Iraque
Sinceramente, acho que não há nada mais a dizer sobre a guerra. Ela se insinuou, comecou e está quase acabando e o máximo que pudemos fazer foi erguer nossas vozes e resmungar uns para os outros.
De um lado tivemos o anti-ianquismo (acho que a expressão anti-americanismo está errada) sem fronteiras, que renega tudo que venha do império, e que as vezes pode impelir as pessoas a tomar posições contrárias aos dos ianques, independente de quais sejam. De outro o "cinismo de resultados" dos ianques, sacudindo a bíblia, considerando-se o povo eleito e sentindo-se no direito de destruir o que os irrita e reconstruir à sua maneira.
Sou pacifista, mas acredito que existam guerras inevitáveis. Nem sempre temos homens inspirados como Mahatma Ghandi para nos guiar pelo tortuoso caminho da paz. Mas essa guerra não era. Diz-se que o número de vítimas civis na guerra foi pequeno em comparação às vítimas de Saddam. Mas, perguntar não ofende: o regime de Saddam durou tantos anos, se esperou tanto.. por que não esperar um pouco mais e persistir na solução pacífica, ou no mínimo, consensual dentro da ONU?
Minhas conclusões sobre a guerra:
1. Talvez ela fosse inevitável. Talvez não. Se ela pudesse ser evitada, Bush e seus amiguinhos terão que prestar contas dos civis que mataram "sem querer". E não será aqui na Terra.
2. Talvez houvesse um pouco de "boa vontade" naos senhores da guerra em fazê-la para destituir um ditador.Mas junto disso também estavam interesses econômicos e principalmente geopolíticos. Como disse alguém que não me lembro: teria havido guerra se Iraque só tivesse plantações de banana e fosse no meio da África?
3. Os próximos, levando-se em conta o príncipio de "guerra preventiva" adotado pelo império: Síria, Coréia do Norte, Irã, Líbia, Cuba...
E a pergunta que fica: e depois?
posted by Ligeirinho |
5:36 PM
Comentários:
Uma citação para não passar o dia em branco - "..Faça livros e não guerra, dá vontade de dizer aos gringos. Mas os prepotentes políticos republicanos só lêem a Bíblia e tal como os adolescentes ouvem discos (CDs): muitas vezes e sempre as mesmas faixas." Mathew Shirts
posted by Ligeirinho |
4:44 PM
Comentários:
11.4.03
Sobre um filme que ainda não assisti: Faroeste Caboclo, o filme
Fiquem calmos, fãs do Legião!!!! O filme não existe e, pelo que eu sei, ninguém ainda tenciona fazê-lo. mas não entendo por que ainda não surgiu um maluco disposto a isso. A história é ótima, um épico. Brasília, o nordeste, regime militar, preconceito, tráfico de drogas, a redenção do personagem pelo amor de uma mulher, a morte heróica...
Faroeste Caboclo teria platéia garantida ente os milhões de fãs do Legião Urbana. Se bem feito, superproduzido, será um ótimo filme. E nem será preciso se preocupar muito com a trilha sonora, que está pronta!!! Imagino até o final, com Maria Lúcia se atirando na frente de João de Santo-Cristo para protegê-lo do último tiro e morrendo com ele, enquanto toca o final da música. De repente pára tudo.... a pausa na música .... e a câmera comeca a girar freneticamente em torno dos dois caídos no chão enquanto Renato grita: "sofreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeer".
Vocês também não iriam correndo ao cinema pra assistir, mesmo sabendo o final??? Acho que sim. Senão, ninguém teria ido assitir "Romeu e Julieta" (embora houvesse pessoas na saída do fime que lamentavam por eles terem morrido no final rs).
posted by Ligeirinho |
11:02 AM
Comentários:
Sobre um livro: Alice no país das maravilhas
Todos conhecem a história, mas poucos têm a chance de ler o livro. Alice foi escrito por um diácono (ou algo asim) britânico chamado Charles Lutwidge Dodgson e dado como presente a uma menina chamada Alice, que o inspirou. O livro acabou fazendo sucesso e Charles o publicou sob o pseudônimo de Lewis Carrol (cujas iniciais, LC, em inglês, se pronuncia quase como Alice), pois a obra não se encaixava com sua produção acadêmica (ele era professor de matemática).
Quem conhece a história e não leu o livro pode achar tudo muito absurdo, sem sentido. Não é. no livro, LC brinca com o sentido das palavras, das coisas, manipula a lógica e cria um ambiente de nonsense que não é tão infantil quanto parece. Em uma das minhas passagens preferidas, o gato sorridente aparece apenas com a cabeça, e o rei, não lembro por que, exige que o decapitem. O soldado (ou melhor, carta de baralho) encarregado de decapitá-lo diz que não pode, pois não era possível decapitar algo que não tivesse grudado a um corpo. O rei diz que tudo que tem cabeça pode ser decapitado. E os dois estão certos, não?!?! *r*
Várias armadilhas de lógica, nonsense e semântica se escondem pelo texto, e muias se perdem na tradução. As melhores opções apra a leitura seria ler em inglês ou escolher uma boa tradução, que transport para o português os trocadilhos e as brincadeiras com as cantigas. Nesse caso, traduções literais podem ser chatas e imcompreensíveis.
Existem muitas leituras possíveis do texto. Psicanalíticas, alegóricas, etc. Atualmente parece que suspeita da inocência das relações de LC com as crianças, que ele gostava muito (exceto os meninos, segundo ele mesmo disse). LC era fotógrafo amador e alguns enxergam um certo erotismo nas fotos de criancas (inclsuive de Alice) que ele tirava. Particularmente, prefiro acreditar que ele gostava de crianças de uma maneira ingênua, e não vejo erotismo nas fotos de meninas que ele tirava.
Por curiosidade, abaixo está a fot mais famosa de Alice, tirada por LC:
posted by Ligeirinho |
10:37 AM
Comentários:
10.4.03
Sobre uma coisa: citações
Algumas pessoas não acham importante saber quem disse o que. Eu acho.
Antigamente fazer uma citação e não dizer quem era o autor podia ser interpretado como se você quisesse que todos pensassem que você que teve aquela idéia. Ou seja, isso era considerado extremamente deselegante, quase um roubo.
Hoje, se você faz uma citação e diz o autor, será considerado pedante. As pessoas pensarão (ou dirão até) que você está apenas se mostrando, tentando fazer com que os outros lhe achem culto.
Dúvida cruel. As vezes você pode dizer " como li alguma vez em algum lugar" só para deixar claro que você está repetindo o que alguem já disse antes. Pelo menos você não parecerá pedante, e apenas faltará com o respeito com quem criou a idéia.
Outra coisa aborrecedora são as citações erradas. Li textos na internet atribuídos erroneamente a Gabriel Garcia Marquez e Luiz Fernando Veríssimo. Se não fossem dados como sendo desses caras, não teriam feito tanto sucesso. Certa vez, ao me repassarem um mail desse, atribuído a G. G. Marquez, respondi a quem havia enviado dizendo que não era dele. O cara se sentiu agredido e respondeu que não importava quem havia escrito, mas o que havia sido escrito. Concordo, mas muita gente leu o texto e achou genial apenas por que era do G G Marquez.
Afinal, o que será que importa? O que está escrito apenas? Quem escreveu? Como isso se encaixa entre tudo que a pessoa já escreveu?
Sei lá. Se alguém achar que sabe, comente!!!!!!!!!!!
posted by Ligeirinho |
11:36 AM
Comentários:
Sobre pessoas e coisas:engenheiros, físicos, barcos, lemes e portos
Não gosto muito de fazer citações sem dizer o autor com exatidão, e essa que vou fazer é mais incerta ainda. Parece-me que li que Leonardo da Vinci disse algo como "A prática sem a teoria é como um barco sem leme". Por outro lado, Ghandi tem uma frase célebre que diz que "uma vida sem religião é como um barco sem leme".
Bem, pode ser que alguem tenha misturado Ghandi e da Vinci e criado a suposta citação desse último por engano. Mas enfim, supondo que ela seja verdadeira, estava pennsando ontem entre as diferenças entre físicos e engenheiros: talvez a engenharia seja um barco com leme, pois nós sabemos exatamente pra onde queremos ir e o que queremos fazer (engenheiros não perdem tempo com divagações teóricas sem ter em mente alguma finalidade prática), enquanto que os físicos sao barcos sem leme, pois são capazes de ficar pesquisando durante anos coisas que não tem a mínima aplicação prática, pelo simples gosto de estarem navegando sem direção no "oceano do conhecimento" rs.. Bonito né?
Ma acho que a analogia mais correta seria que ambos, física e engenharia, são barcos com leme, mas apenas a engenharia tem um porto de destino e sabe onde quer chegar. A física, consegue se direcionar, mas navega a esmo. Navega pela paixão pelo mar. O engenheiro navega para chegar a algum lugar.
Tudo isso surgiu por que num livro de Mencken ("O livro dos insultos", ótimo), um famoso jornalista americano da primeira metade do século passado, ele diz que da vinci era ENGENHEIRO. Concordei. Disse isso para alguns físicos que conheço e eles ficaram horrorizados, aterrorizados com a idéia de que este gênio não fosse mais considerado do time deles. Quase todos discordaram, exceto um, que dise que da Vinci foi muita coisa, inclusive, talvez, o primeiro engenheiro (não sei se chega a tanto. Acho que o primeiro engenheiro foi o cara que inventou a roda!).
posted by Ligeirinho |
10:44 AM
Comentários:
9.4.03
Sobre pessoas: Engenheiros
Nós, engenheiros (ou pelo menos alguns de nós, onde eu me incluo, apesar de ainda não ser graduado), gostamos de pensar que temos uma estrutura de pensamento diferente da de outras pessoas. Quando entramos no curso no cérebro é esmigalhado (principalmente nos cursos de cálculo) e depois remontado pedaço por pedaço, de uma maneira bem diferente. Passamos a achar que o mundo é um conjunto de sistemas sub-otimizados, que todo problema pode ser abordado de maneira analítica e que o nosso modo de pensar pode ser utilizado para resolvê-los independente da área de conhecimento a que pertencem, desde relacionamentos pessoais até marcenaria.
Segundo um amigo meu, Akira, aqui da UNICAMP, a melhor definição do que significa entrar em um curso de engenharia está descrito em trecho de "Alice no País das Maravilhas", que transcrevo abaixo:
"Naquela direção", o Gato disse, apontando com a pata direita, "vive um Chapeleiro: e naquela direção", apontando com a outra pata, "vive uma Lebre. Visite qualquer um que lhe agrade: ambos são loucos."
"Mas eu não quero estar no meio de loucos," Alice respondeu.
"Oh, você não pode evitar," disse o Gato: "somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca."
"Como você sabe que eu sou louca?" disse Alice.
"Você deve ser," disse o Gato "ou você não teria vindo aqui."
posted by Ligeirinho |
12:07 PM
Comentários:
8.4.03
Ainda sobre o mesmo filme: Amnésia
Disse, mas não falei! Nesse filme, o personagem principal (as regras de gramática dizem que eu devia escrever a personagem. Mas, sem jeito, fica muito estranho) possui uma espécie de amnésia, e não consegue se lembrar sequer do que estava pensando há minutos. O seu corpo está todo tatuado por que é assim que ele guarda as informações mais importantes. Numa cena muito interessante, ele está num bar e uma garota, zoando com a cara dele, faz todo mundo cuspir numa caneca de chopp, e ele está vendo tudo. Depois de algum tempo entrega para ele beber, e ele bebe normalmente.O filme começa no presente e vai retrocedendo, e você acaba tendo que decifrar a história do personagem junto com ele. Interessantíssimo.
posted by Ligeirinho |
5:50 PM
Comentários:
Sobre uma pessoa especial: Ediane
Linda, atraente, simpática, com um sorriso cativante. Edi também é muito profissional, e consegue como pouquíssimas pessoas separar com classe o pessoal do profissional (quando eu crescer quero ser assim *rs*). As vezes ri das minhas piadas sem graça, o que é um grande mérito, dada a minha total falta de talento para contar piadas. Edi é perfeita até em seus defeitos, que, ao invés de depreciá-la, a transformam em alguém mais especial ainda.Edi é tão TUDO que nem sei por que ela namora com um moleque chato e pentelho como eu!!!!!! rs
posted by Ligeirinho |
1:04 PM
Comentários:
Sobre uma pessoa: Dhomini
Contra todos que apostavam e torciam contra, o cara ganhou. Com tanta gente aqui fora odiando o cara, ele ganhou o tal do BBB3. Como??? Manipulação? Nem imagino. De repente os seus fãs eram silenciosos, e por não se manifestarem pareciam não existir.
Li alguma vez em algum lugar (que referência precisa não?) que odiamos aqueles que apresentam características que temos e não apreciamos. Talvez seja esse o motivo desse aversão quase unânime contra o indivíduo. O cara manipulou as pessoas, mudou de opinião para tentar sobreviver no programa, agradava discaradamente alguém quando isso lhe interessava e conseguiu alcançar o nirvana do cafajestismo: praticamente tinha duas namoradas, uma dentro e outra fora, uma sabendo da outra.
Talvez tudo isso que ele fez sejam coisas que também (em menor escala e um pouco mais discretamente, sem câmeras) fazemos no nosso dia a dia e não nos orgulhamos. Jogamos pedra no Dhomini por que não podemos jogar em nós mesmos.
posted by Ligeirinho |
11:10 AM
Comentários:
Sobre duas coisas: A rolha e o saca-rolhas
Para quem me conhece, não é segredo que eu adoro vinho. Nem sou chato a ponto de falar que só tomo bons vinhos, por que seria mentira. Gosto de quase qualquer vinho mesmo, e desde que não venha em garrafa de plástico eu bebo!!! Vinhos são maravilhosos que até mesmo para abri-lo vc tem insinuações que insinuam prazer: quer coisa mais indecente do que a rolha e o saca-rolhas? *rs* O saca rolhas entrando a rolha devagarinho, como quem não quer nada, girando girando.... E a rolha ali, paradinha, mas toda tensa e pronta pra explodir!!! *r* De repente, ploc!!!! *r* Totalmente sexual!!!!
posted by Ligeirinho |
9:51 AM
Comentários:
7.4.03
BUEMBA!!! O roteiro do filme AMNÉSIA foi escrito em um blog!!!
EM DÚVIDA???? Não fique, é brincadeira! Mas, falemos sério, poderia ser verdade. Eu não me acostumo com a forma dos blogs, onde os capítulos mais recentes ficam na parte de cima da página! Acho, estranho. Acostumei-me demais com livros para mudar agora. Crei que sempre vou achar estranho.
Seria fácil escrever Amnésia aqui. Era só seguir a seqüência normal da história que o blog automaticamente se encarregaria de inverter tudo!!!! *rs*
Sobre um filme: Amnésia
Claro que teria que falar sobre o filme, apesar de já o ter assistido há muito tempo. O mais engraçado no filme (ou melhor, em assistir o filme) é ver como alguns comedores de pipoca saem do cinema sem entender bolhufas e falando que o filme é uma droga! Na verdade, é um filme que exige um pouco (mas não tanto assim) do comedor de pipoca, pois vc tem que ir remontando a história na sua cabecinha. Não é um esforço nem um pouco sobre-humano, mas se vc entra no cinema pra relaxar e dar uma folga pro Tico e Teco, pode acabar se sentindo traído. Não vai se divertir. Por outro lado os PIMBA (Pseudo-Intelectuais Metidos a Besta... Arrogante??? num lembro) gostam de se gabar que adoraram o filme, como se isso fosse uma demonstração de sua incrível capacidade cerebral, muito acima do populacho!!! *rs*.
posted by Ligeirinho |
7:06 PM
Comentários:
Para falar a verdade, ainda não sei exatamente sobre o que vou falar nesse blog. Acho que seria legal colocar aqui aquelas impressões estranhas que todo mundo tem sobre as coisas que acontecem ao nosso redor, mas que quase nunca falamos para ninguém. Vai ser uma experiência nova, já que nunca criei, ou comentei ainda em um blog.
Na verdade, eu já tinha escrito o primeiro post(hmmm.. será que não tem uma palavra em português que soe legal para substituir essa?), mas fui censurado. Falei sobre pessoas que não queriam que todos (hmm... bem, não creio q nem 3 pessoas leiam esse blog, então TODOS é um pouco exagerado) soubessem o que ela faz ou deixa de fazer (ela? ops, deixei escapar que era uma mulher :-) ). Curiosamente, tinha acabado (acabado? palavra chata né? Mas não se preocupem, ela não se acabou não *rs*) de ler uma crônica do Veríssimo que fala exatamente sobre isso. Chama-se "Aquele nosso tempo" e está em http://www.estado.estadao.com.br/colunistas/veris.html (até que ele publique a próxima crônica).
Sobre um filme: Amor a segunda vista
Achei engraçado, mas não tão engraçado quanto o cara sentado atrás de nós, que ria até com o Hugh Grant comendo um espeto de carne. As vezes eu ria mais por inércia, pra acompanhar a risada dele, do que pelo humor do filme! Como será que ele se comporta assistindo um drama? Não pude deixar de lembra de uma cena do Leslie Nielsen em um filme (qual? não lembro) saindo do cinema e rindo muito depois de ver Platton. Continuando sobre o filme, Achei que Hugh Grant e Sandra Bullock estavam demais, ela com aquela beleza sutil e até comum e ele com aquelas caras e bocas (será que deu aquelas piscadinhas em série que ele sempre dá, que eu chamo de "gaguejar com os olhos"? Não lembro). A história acaba sendo meio óbvia, meio Cinderela, só que com um príncipe que é mau caráter e que ela irá corrigir. Alíás, penso que é assim que as mulheres encaram os homens (ou muitos delas encaram muitos de nós): se grudam com aquele cara que é um cafajeste de carteirinha e tentam endireitá-lo. Estou mentindo?
Acho que acabei de achar um bom motivo pra boicotar de vez o Mc Donald's. Mas não posso contar qual é!!!!
posted by Ligeirinho |
5:34 PM
Comentários:
|
 |
|
 |
 |